O bicho-da-seda é a larva de uma mariposa. Quando nasce mede cerca de 2,5 mm de comprimento. Durante 42 dias alimenta-se sem parar, de folhas de amoreira e sofre quatro metamorfoses.
Quando atinge o tamanho de 5cm, começa então a tecer um casulo branco e brilhante, composto por um único fio. Com um movimento geométrico infinito, em torno de seu próprio corpo, após três dias de trabalho, estará envolta em um casulo confeccionado por um fio de aproximadamente 1200 metros. Se for deixada em paz... Em 12 dias se transformará numa borboleta.
Com esses fios, há quase três décadas, ando tecendo a minha história. Por um desejo simples, desprovido de maiores intenções, eis aqui um espaço onde me proponho a compartilhar minha trajetória e falar livremente sobre todo tipo de arte, incluindo a arte de viver.
Bem-vindos ao meu mundo, onde nem tudo é sempre colorido, transparente, leve, mas que guarda em si, todas essas possibilidades...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Frustração



Lamento informar que frustração está no cardápio de todo dia. Quem não aprender a engolir depressa e partir para a sobremesa, vai ficar sozinho amargando na frente do prato.

domingo, 28 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tempo



O tempo não cura tudo.
Aliás, o tempo não cura nada.
O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.

terça-feira, 23 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

Jornalismo e a polêmica decisão do STF



Quando da decisão do Supremo com respeito ao diploma de jornalismo, expressei a meu filho, que é jornalista, minha inquietação. Compartilho a matéria publicada por ele em resposta as minhas indagações

Filho
Quanto mais eu leio…
Menos eu entendo.
Por favor tome um tempinho para me esclarecer sobre a decisão do Supremo.
Beijo da mãe preocupada


Oi mãe,
Se há uma coisa que se pode afirmar com certeza nessa história toda do diploma de jornalismo é que você está mais preocupada com ela do que eu. Fora isso, há muito mais dúvidas que certeza. Mas, é claro, se você falar com um jornalista a respeito, vai ouvir assim, de forma segura e contundente, um “sou contra” ou um “sou a favor”. Os jornalistas, mãe, acostumaram-se com a equivocada idéia de que as histórias tem apenas dois lados e repetem isso num maniqueísmo adestrado.
Se eu ainda não falei isso a você, falo agora: a última coisa que você deve fazer para entender algo é começar a ler mais e mais sobre esse algo. Informação é como Mc Donnalds, tudo mundo sabe disso! Você se empanturra [promoção número 4 com batata grande + mcduplo + torta de maça + casquinha mista], dali a uma hora passa mal e dali a duas tem a sensação de que não comeu nada. Ainda mais na internet: [excesso de informação] = [mesma informação] = [nenhuma compreensão]. Daí porque deve mesmo ser verdade que quanto você mais lê, menos entende. Mas não se preocupe – há mais semelhanças entre você e um jornalista do que a possibilidade de exercer sem diploma a profissão.

Diploma?

Cá entre nós, se eu tivesse que ser assim também e marcar um X sobre uma das duas opções, eu votaria com o pessoal que é a favor apenas pela ideia de respaldo jurídico que o diploma ainda dava aos jornalistas. Mas, de fato, acho intrinsecamente infrutífera toda a discussão em torno do tema. Ela é como uma piscina de plástico montada no quintal em dias de verão. Entretém, ajuda o calor passar, mas não finda a estação.
Há um oceano de problemas mais cruciais que os jornalistas de verdade, com ou sem diploma, devem enfrentar se quiserem cumprir com responsabilidades esquecidas, reescrever sonhos apagados, resgatar romantismos perdidos, reposicionar funções deturpadas e remoldar ideais derretidos por esse calor do dia.

A favor do diploma:

É bem verdade que você vai encontrar mais gente a favor do diploma e contra a decisão do STF. Convenhamos, os nossos ministros, em nome da liberdade constitucional de expressão, rebaixaram a profissão de milhares de egos a um oficiozinho possível a qualquer um. Os jornalistas estão putos da vida porque agora não detêm mais aquele quê de exclusividade no acesso e na transmissão da informação e, se já era difícil para eles admitir tomar um furo de reportagem do concorrente (uma daquelas vaidades bobas que a idade deveria dar conta), quanto mais o será tomá-lo de alguém que tem um diploma de verdade ou de quem sequer tem um.
Pensemos: num mundo em que o capital estabelece as suas lógicas, tirar de uma classe de trabalhadores a pseudo segurança da reserva de mercado que os anos de faculdade deram a ela é como uma castração da identidade que estabelece sua função sócio-política. Quem são os jornalistas hoje? Olhe para o lado e você verá um, a lógica que se sustenta na decisão do Supremo.
Porém, é claro que os que são a favor não gostam de falar em reserva de mercado. Afinal, eles não estão preocupados apenas com os próprios empregos e com outros detalhes menores, mas sim com o futuro do jornalismo. Tanto é que eu recebi esse e-mail abaixo:
Protestos de estudantes e jornalistas contra a decisão do STF
Diretórios acadêmicos de várias faculdades de Jornalismo e Regionais do Sindicato estão convocando estudantes e jornalistas para uma manifestação de protesto na Capital e no Interior contra a decisão do STF, que extinguiu a obrigatoriedade do diploma universitário para exercício da profissão.
É impressão minha, ou os protestos deviam acontecer antes da decisão ter sido tomada?

Contra o diploma:

Uma minoria de jornalistas vota com o relator e presidente do STF, Gilmar Mendes.
A defesa da ideia de liberdade de expressão para acabar com o diploma parece ter cativado os corações. Mas, não nos enganemos. Ela é de fato só uma ideia se temos no país uma única corporação de mídia dominando bem mais da metade de toda a verba publicitária nacional em tv aberta e a cabo, no rádio, no jornal, na internet e agora também no celular. Os entusiastas da internet, blogs e redes sociais, como eu e você, dizem que ela veio para gerar democracia. Qualquer um fala… mas, alguém ouve? Em uma ainda pseudo liberdade de expressão online (e offline), o fim do diploma não garante nada.
Porém, o simbólico tem o seu papel a desempenhar. E os contra-diploma bem tomam a decisão do Supremo como uma espécie de redenção coletiva, como se agora tudo fosse mudar ou estivesse prestes a – as faculdades particulares deixarão de ser tão medíocres, as públicas abandonarão tanta cretinice teórica, os jornalistas serão mais conscientes de seu papel, as linhas editoriais dos jornais serão mais responsáveis, e até o leitor (que também é jornalista) passará a saber o que é bom e o que é mau, consumindo informação de maneira mais responsável.
Gilmar Mendes é uma espécie de santo missionário que falando em parábolas, comparou os jornalistas aos cozinheiros e fez a luz.



Valendo-me da promoção à jornalista que o ilustríssimo presidente do Supremo, a mim também concedeu, deixo aqui um pensamento simples...ou simplista se preferirem os meus caros leitores:
Um título, para que seja respeitado, ao meu ver carece de largas justificativas. Um curso de formação superior com formação de fato superior é no mínimo um bom começo. Mas o que esperar de um país cujo presidente é formado apenas na tal universidade da vida?
Assim sendo, resto-me aqui com minhas tintas. Sou artista plástica e posso garantir isso!

sábado, 13 de junho de 2009

Sobre o Amor



O melhor pensamento que já ouvi sobre o amor:

"Há quem busque a benção de encontrar o amor como uma solução para sua vida, mas o amor não é dádiva. O amor é premio por ter conseguido resolver seus problemas"

Isso calou fundo em mim porque foi assim...
Assim mesmo!