terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sit down please!

 

 

 
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Era uma vez um armarinho...

 

 

 

 
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mudança




Eu estava doente.
Eu mudei o sentimento, a atitude, o medico, o trabalho, a roupa, o perfume, a cidade, a paisagem e o clima.
Eu joguei no lixo velhos papeis, as coisas quebradas e as que não servem pra nada.
Eu aumentei minha Fé e o numero de meus amigos.
Eu estou melhorando.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Tempo




Sussurra teu nome o vento
Sol
Areia
Mar
Tudo isso junto
Tudo isso ao mesmo tempo
Tempo...
Anda tempo
Meu corpo gritando
Razão
Pele
Sentimento
Tudo isso junto
Tudo isso ao mesmo tempo
Tempo...
Anda tempo
Anda!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Hoje to assim



Mais atrapalhada que cego em tiroteio...
Mais ansiosa que anão em comício...
Mais perdida que cebola em salada de frutas...
Mais assustada que cusco em canoa...
Mais vagarosa que tropeiro de lesma...
Apagada como fogão de tapera...
Extraviada como chinelo de bêbado...
Me sentindo solita como galinha em gaiola de engorde...
É que ficar longe do meu bem é mais difícil que nadar de poncho e dormir de espora sem rasgar lençol.

(expressões bem gauchescas a la Gislaine Marques do Caixa de Gis. Como somos amigas e eu sou catarinense, portanto quase gaucha, me arrisco a usa-las sem autorização)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

 

Perdoe depressa e beije devagar
 


Não há vento favorável à quem não sabe a que porto se dirige.

sábado, 4 de julho de 2009

Lua Nova na FLIP



Neste ano a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) homenageia Manoel Bandeira.
Abaixo, o meu poema preferido, hoje mais do que ontem.
Explico:
Eu tambem moro em frente ao aeroporto e preciso aprender a partir,
por uma necessidade urgente de lua nova


Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.
Hei de aprender com ele
a partir de uma vez
sem medo,
sem remorso,
sem saudade.
Não pensem que estou aguardando a lua cheia
esse sol da demência
vaga e noctâmbula.
O que mais quero,
o de que preciso
é de lua nova.


Manoel Bandeira

terça-feira, 30 de junho de 2009

Frustração



Lamento informar que frustração está no cardápio de todo dia. Quem não aprender a engolir depressa e partir para a sobremesa, vai ficar sozinho amargando na frente do prato.

domingo, 28 de junho de 2009

Mãe Terra - escultura


Um dos milagres de Deus é permitir que pessoas comuns, façam coisas incomuns.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tempo



O tempo não cura tudo.
Aliás, o tempo não cura nada.
O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.

terça-feira, 23 de junho de 2009



A única coisa que realmente vale a pena é o sentimento.
Para mim, pintar é saber disso.

domingo, 21 de junho de 2009

Jornalismo e a polêmica decisão do STF



Quando da decisão do Supremo com respeito ao diploma de jornalismo, expressei a meu filho, que é jornalista, minha inquietação. Compartilho a matéria publicada por ele em resposta as minhas indagações

Filho
Quanto mais eu leio…
Menos eu entendo.
Por favor tome um tempinho para me esclarecer sobre a decisão do Supremo.
Beijo da mãe preocupada


Oi mãe,
Se há uma coisa que se pode afirmar com certeza nessa história toda do diploma de jornalismo é que você está mais preocupada com ela do que eu. Fora isso, há muito mais dúvidas que certeza. Mas, é claro, se você falar com um jornalista a respeito, vai ouvir assim, de forma segura e contundente, um “sou contra” ou um “sou a favor”. Os jornalistas, mãe, acostumaram-se com a equivocada idéia de que as histórias tem apenas dois lados e repetem isso num maniqueísmo adestrado.
Se eu ainda não falei isso a você, falo agora: a última coisa que você deve fazer para entender algo é começar a ler mais e mais sobre esse algo. Informação é como Mc Donnalds, tudo mundo sabe disso! Você se empanturra [promoção número 4 com batata grande + mcduplo + torta de maça + casquinha mista], dali a uma hora passa mal e dali a duas tem a sensação de que não comeu nada. Ainda mais na internet: [excesso de informação] = [mesma informação] = [nenhuma compreensão]. Daí porque deve mesmo ser verdade que quanto você mais lê, menos entende. Mas não se preocupe – há mais semelhanças entre você e um jornalista do que a possibilidade de exercer sem diploma a profissão.

Diploma?

Cá entre nós, se eu tivesse que ser assim também e marcar um X sobre uma das duas opções, eu votaria com o pessoal que é a favor apenas pela ideia de respaldo jurídico que o diploma ainda dava aos jornalistas. Mas, de fato, acho intrinsecamente infrutífera toda a discussão em torno do tema. Ela é como uma piscina de plástico montada no quintal em dias de verão. Entretém, ajuda o calor passar, mas não finda a estação.
Há um oceano de problemas mais cruciais que os jornalistas de verdade, com ou sem diploma, devem enfrentar se quiserem cumprir com responsabilidades esquecidas, reescrever sonhos apagados, resgatar romantismos perdidos, reposicionar funções deturpadas e remoldar ideais derretidos por esse calor do dia.

A favor do diploma:

É bem verdade que você vai encontrar mais gente a favor do diploma e contra a decisão do STF. Convenhamos, os nossos ministros, em nome da liberdade constitucional de expressão, rebaixaram a profissão de milhares de egos a um oficiozinho possível a qualquer um. Os jornalistas estão putos da vida porque agora não detêm mais aquele quê de exclusividade no acesso e na transmissão da informação e, se já era difícil para eles admitir tomar um furo de reportagem do concorrente (uma daquelas vaidades bobas que a idade deveria dar conta), quanto mais o será tomá-lo de alguém que tem um diploma de verdade ou de quem sequer tem um.
Pensemos: num mundo em que o capital estabelece as suas lógicas, tirar de uma classe de trabalhadores a pseudo segurança da reserva de mercado que os anos de faculdade deram a ela é como uma castração da identidade que estabelece sua função sócio-política. Quem são os jornalistas hoje? Olhe para o lado e você verá um, a lógica que se sustenta na decisão do Supremo.
Porém, é claro que os que são a favor não gostam de falar em reserva de mercado. Afinal, eles não estão preocupados apenas com os próprios empregos e com outros detalhes menores, mas sim com o futuro do jornalismo. Tanto é que eu recebi esse e-mail abaixo:
Protestos de estudantes e jornalistas contra a decisão do STF
Diretórios acadêmicos de várias faculdades de Jornalismo e Regionais do Sindicato estão convocando estudantes e jornalistas para uma manifestação de protesto na Capital e no Interior contra a decisão do STF, que extinguiu a obrigatoriedade do diploma universitário para exercício da profissão.
É impressão minha, ou os protestos deviam acontecer antes da decisão ter sido tomada?

Contra o diploma:

Uma minoria de jornalistas vota com o relator e presidente do STF, Gilmar Mendes.
A defesa da ideia de liberdade de expressão para acabar com o diploma parece ter cativado os corações. Mas, não nos enganemos. Ela é de fato só uma ideia se temos no país uma única corporação de mídia dominando bem mais da metade de toda a verba publicitária nacional em tv aberta e a cabo, no rádio, no jornal, na internet e agora também no celular. Os entusiastas da internet, blogs e redes sociais, como eu e você, dizem que ela veio para gerar democracia. Qualquer um fala… mas, alguém ouve? Em uma ainda pseudo liberdade de expressão online (e offline), o fim do diploma não garante nada.
Porém, o simbólico tem o seu papel a desempenhar. E os contra-diploma bem tomam a decisão do Supremo como uma espécie de redenção coletiva, como se agora tudo fosse mudar ou estivesse prestes a – as faculdades particulares deixarão de ser tão medíocres, as públicas abandonarão tanta cretinice teórica, os jornalistas serão mais conscientes de seu papel, as linhas editoriais dos jornais serão mais responsáveis, e até o leitor (que também é jornalista) passará a saber o que é bom e o que é mau, consumindo informação de maneira mais responsável.
Gilmar Mendes é uma espécie de santo missionário que falando em parábolas, comparou os jornalistas aos cozinheiros e fez a luz.



Valendo-me da promoção à jornalista que o ilustríssimo presidente do Supremo, a mim também concedeu, deixo aqui um pensamento simples...ou simplista se preferirem os meus caros leitores:
Um título, para que seja respeitado, ao meu ver carece de largas justificativas. Um curso de formação superior com formação de fato superior é no mínimo um bom começo. Mas o que esperar de um país cujo presidente é formado apenas na tal universidade da vida?
Assim sendo, resto-me aqui com minhas tintas. Sou artista plástica e posso garantir isso!

sábado, 13 de junho de 2009

Sobre o Amor



O melhor pensamento que já ouvi sobre o amor:

"Há quem busque a benção de encontrar o amor como uma solução para sua vida, mas o amor não é dádiva. O amor é premio por ter conseguido resolver seus problemas"

Isso calou fundo em mim porque foi assim...
Assim mesmo!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Jornal Hoje/11/06/09

Montanha Sagrada

terça-feira, 9 de junho de 2009

Atendendo a pedidos...

Eis aqui uma explanação clara e objetiva sobre o que é a Fé Bahá'í.




sábado, 6 de junho de 2009

Sera verdade?

domingo, 31 de maio de 2009

Toillettes do Che Bar

 

 

 

 
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sábado, 30 de maio de 2009

 

 

 

 
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Quando a arte cumpre seu papel



Havia muito tempo que eu não assistia um filme tão bom e na hora exata em que eu precisava dele. Quem não viu que não perca, é um primor em quase todos os aspectos. Quem já viu que não esqueça de ver de novo, especialmente num dia em que estiver sofrendo por coisas que perdeu ou que deixou de ganhar.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Virtude x Virtual


"Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto, a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente,robôs, escravos do modernismo, ignorantes que estão vivendo, uma triste situação humana! Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? ao sair de casa encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã… 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, natação', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!"Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a inteligência emocional.
Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas.

Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem 60 academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.

Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ' Como estava a defunta?' 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual e é muito seguro, não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se tudo no mouse. Trancado em seu escritorio um executivo pode ter uma namorada numa cidade distante, sem o compromisso de estar ali quando ela precisa dele, basta clicar offline. Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais, eticamente virtuais…A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções - é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então,é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, falta de estresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático'. Diante dos olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz'".

sábado, 23 de maio de 2009

A presença de Deus



Este é o templo da Índia em Nova Delhi. Sua arquitetura simboliza uma flor de lotus. Os templos Bahá'ís tem nove entradas, cada um, pela simbologia da estrela e de que o número nove é o maior dígito, o número da perfeição. Assim conhecidos como Casas de Adoração pelos bahá'ís, esses templos são construídos unicamente para a realização de reuniões de orações. Não havendo nenhuma espécie de culto, é permitido a livre entrada de pessoas de todas as religiões. Lá, cada indivíduo é incentivado a recitar as palavras reveladas por Deus, sejam estas de Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Cristo, Maomé, Báb ou Bahá'u'lláh. Os templos bahá'ís simbolizam a Unidade de Deus, Unidade de todos os Seus profetas e Unidade da Humanidade.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Candombe

É um ritmo afro-uruguaio que foi trazido à Paraty por mestre Roberto, o argentino mais uruguaio que eu conheço e que alem de construir os tambores, formar o grupo de percussão, vem embalando a minha vida...
Nesta apresentação na Casa de Cultura o grupo nos faz uma homenagem com toques de baião
Aumente o som, deixe-se envolver e depois me diga: não é muito "barulho" pra pouco tambor?




quarta-feira, 13 de maio de 2009

Feliz quarta-feira

 
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Hoje terminei um trabalho que eu adorei fazer. Uma reforminha nos banheiros de um certo bar... Gostei tanto que levei o dobro do tempo previsto. Recebi meu dinheiro antes do combinado. Paguei meu aluguel, fui ao supermercado buscar ingredientes para uma sopa nutritiva e enquanto ela cozinha la na panela, um violeiro toca e canta canciónes de esperanza e amor.
Ah! que vida tão querida!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Muito Obrigada!



Quando decidi escrever num blog, fui avisada de que isso nem sempre é uma rua de mão dupla. Que na maioria das vezes é um grito sem eco, portanto nunca imaginei que em menos de um ano, recebesse 10.000 visitas. Como não imaginava também, conhecer tanta gente interessante e receber tanto carinho. São as surpresas da vida de quem se arrisca um pouco.
Para uma edição comemorativa, resgatei três posts la do começo, que considero como textos relevantes para quem tem a paciência e o interesse por essa minha vida de artista.
Fica aqui a expressão da minha alegria e um abraço dos meus...

Começando pelo começo





O bicho-da-seda é a larva de uma mariposa. Quando nasce mede cerca de 2,5 mm de comprimento. Durante 42 dias alimenta-se sem parar, de folhas de amoreira e sofre quatro metamorfoses.
Quando atinge o tamanho de 5cm, começa então a tecer um casulo branco e brilhante, composto por um único fio. Com um movimento geométrico infinito, em torno de seu próprio corpo, após três dias de trabalho, estará envolta em um casulo confeccionado por um fio de aproximadamente 1200 metros. Se for deixada em paz... Em 12 dias se transformará numa borboleta.
Com esses fios, há quase três décadas, ando tecendo a minha história. Por um desejo simples, desprovido de maiores intenções, eis aqui um espaço onde me proponho a compartilhar minha trajetória e falar livremente sobre todo tipo de arte, incluindo a arte de viver.
Bem-vindos ao meu mundo, onde nem tudo é sempre colorido, transparente, leve, mas que guarda em si, todas essas possibilidades...

O Chamado


Rosane Queiroz nas dunas - foto Iara Venanzi

A idéia descabelada de eu ter um blog, nasceu na cabeça da Rosane Queiroz, editora de comportamento da revista Marie Claire, também autora de dois blogs, o Garotas de segunda (que é coisa de primeira) e o Miojo ( que é uma delícia). Como eu, ela é tão chegada numa conversa de botequim, que o marido até tem um e como ele também é meu amigo, não vai se importar por eu tratar assim, o charmozérrimo Che Bar de Paraty, onde num fim de noite, já na porta a sair, ela questionou sobre a certeza da profissão.
Naquela ocasião, pelo adiantado da hora, dei uma resposta curta. Depois ela abriu esse questionamento no Miojo ("O chamado") onde deixei um breve comentário, mas penso que o assunto merece mais. Agora eu tenho esse espaço e se você tem tempo...
Uma escolha que deveria ser natural acaba por ser uma das decisões mais angustiantes que uma pessoa tem que tomar. Uma aflição comum aos jovens vestibulandos que acaba se estendendo a veteranos e até a profissionais bem colocados no mercado de trabalho. Os testes vocacionais podem auxiliar nessa escolha, mas eu nunca vi um resultado que garantisse sucesso e felicidade pra ninguém. Parece que descobrir nossa vocação não basta, às vezes até complica mais, porque ninguém vem ao mundo com apenas uma. Esses testes poderiam antes de revelar aptidões, conduzir o indivíduo a criar uma lista de motivos. Sem saber por que e para que, uma pessoa quer ser alguma coisa, fica difícil descobrir que coisa é essa. Elaborar essa ordem de valores implica em coragem, honestidade e respeito consigo mesmo. Isso admito, não é tarefa fácil, visto que somos influenciados pelo capitalismo, que cria a todo o momento "necessidades", para depois satisfazê-las. Que somos uma civilização do imediato, em que só fomos treinados para valorizar os resultados e nunca os processos. Alem disso nos perdemos entre duas crenças opostas e igualmente distorcidas: Por um lado, uma cultura antiga que evoca o dever e depois, bem depois, o prazer. Se não tiver prazer, não tem problema, contanto que cumpra o dever, ou seja: desvincula trabalho, de satisfação, para associá-lo a sofrimento e ainda incute a idéia de que isso enobrece o homem. Por outro lado há uma massa que nega isso tudo e que se alimenta do que é fácil, esperto, lucrativo ou rápido. Os primeiros passam a vida arrastando correntes sem saber ao certo, se sentem orgulho ou pena de si mesmos. Os outros passam a vida tentando encontrar um jeito de conseguir mais dinheiro e de se aposentar mais cedo pra depois não fazer mais nada. Eu também fui vítima de uma dessas mentiras. A imensa culpa que sentia pelo prazer que as tintas me proporcionavam, enquanto minha mãe amargava e exauria à beira de um tacho de doce, me impediu por muito tempo, de pendurar o meu nome na placa. Levei anos para entender a arte como minha profissão (ainda que não passasse nem um dia sem um traço) e outros tantos para ser minimamente entendida.
Aos que encontram um caminho de satisfação, sucesso e certeza, resta então a justificativa do destino, do privilégio, da sorte? Não creio! Não pode ser assim! Não posso acreditar que as possibilidades foram sorteadas ou que uma pequena minoria, que porventura tenha feito algo que agradou profundamente a Deus, tenha sido chamada a ocupar cargos de felicidade.Creio que vocação vem de outros domínios... Mas a escolha é responsabilidade nossa e precisa ser correspondente à escala de valores de cada um. No meu caso, foi a clareza dos meus desejos e motivos o que definiu meu caminho. Ansiava um trabalho que tivesse um grande diferencial, algo muito especializado. Algo que me desse imenso prazer e senso de realização.Uma profissão que me ajudasse evoluir espiritualmente. Claro, havia outros motivos que ao longo do tempo foram trocando de posição na escala e até caindo fora. Porém o que era essencial sempre esteve no topo. Costumo dizer que eu não tenho a arte, ela é que me tem e não me larga e que vim ao mundo para pintar seda. Mas isso é apenas uma forma de dizer que estou entregue no caminho que eu escolhi. O que me orienta não é a arte ou a pintura em seda. O que me orienta antes de tudo, é a coerência entre o motivo, a arte e a seda. Tendo uma escala de valores e para as artes plásticas, vocação evidente, não foi difícil reconhecer o silêncio e a solidão de um atelier, como ambiente propício para a para minha evolução. Também não é de se surpreender que uma pessoa com as minhas pretensões tivesse inventado de pintar justamente seda, num tempo em que nesse país a única coisa nacional que havia, era a água para lavar os pincéis. "Sobre a seda me faço, me desfaço e me refaço" não é apenas uma licença poética. É na verdade a principal razão que eu tenho para pintar...
Acredito que as pessoas que não têm dúvidas sobre o caminho que seguem, são aquelas que conscientemente ou não, estão vivendo de acordo com seus valores, sejam eles quais forem.
Não posso sequer imaginar minha vida, exercendo uma profissão que eu não adorasse, em troca apenas do dito “pão nosso de cada dia”, como infelizmente é o caso da maioria. Reconheço a falta de oportunidades, a injustiça social e isso me dói. Mas a resignação das pessoas a esse sistema capitalista que pode levar à "falência" qualquer ser humano e a desperdiçar talentos que poderiam trazer tanto crescimento pessoal e fazer o mundo tão melhor, me dói muito mais. Alem disso, creio que o que eleva a condição humana, justifica a vida e traz felicidade, não seja o trabalho e sim o Serviço. Lembrando que trabalho é apenas um empenho de quem pretende algo, independente da natureza de seus propósitos e que Serviço é o trabalho de quem deseja fazer uma diferença, contribuir, crescer, aperfeiçoar, transformar, ter justamente, serventia no mundo, ser reconhecido e remunerado proporcionalmente aos seus esforços e a seu comprometimento.
E você, ainda não tem certeza?
Cala o mundo que o coração grita. Ah! Como grita!
Ps: Esse é um espaço de livre pensar, deixe seu comentário, conte sua experiência, discorde, acrescente.

O "imprescindível" currículo





Para a maioria das pessoas que quer saber, limito a dizer que: Desenhei e pintei desde a infância e tive uma formação não acadêmica quando trabalhei para uma industria têxtil, a "Artex" em Blumenau-SC. Daí desenhei para todo tipo de estamparia daquela região, especialmente cama-mesa-banho, até descobrir a bendita seda pura que me levou à Europa em busca de aperfeiçoamento técnico. Trabalhei para Instituto Português do Patrimônio em Lisboa e para Louis Fèrraud em Paris onde também recebi um prêmio de pintura em seda pela Artès Galerie. Na volta, trabalhei para Clodovil Hernandez,Isabel Cristina Gonçalves, Das Lu entre outros tantos estilistas e Griffes de São Paulo e Rio. Criei tecidos para atender projetos de arquitetos de interiores até chegar na cenografia e figurino da TV Globo, com destaque para a novela "O Clone" onde todas as sedas do núcleo marroquino, cenário e figurino, foram pintadas em meu atelier. Atualmente, além de continuar atendendo à moda e decoração, cenografia e figurino de TV e teatro, desenvolvo um trabalho de arte pura utilizando sempre a seda como suporte e blá, blá, blá...
Quem me conhece, sabe o quanto detesto fornecer o currículo. Penso que se uma obra não se garante por si mesma, nada e ninguém irá justifica-la. Sei que meu currículo já é respeitável. Sei que posso inclusive, estar conquistando o seu respeito e sua admiração, nesse exato momento. Se assim vier a acontecer, que não seja pelo texto acima. Antes seja pelo texto que seguira abaixo... por tempo indeterminado, a partir de agora.
Quando decidi ir para dentro da minha casa pintar seda eu não tinha muito, além de um desejo inabdicável de pintar seda. Naquela época, no Brasil não havia nada, nem grandes referências de pintura, tampouco materiais para tanto. Comecei com um kit trazido da Inglaterra por uma amiga, que claro, só serviu para apontar o caminho. De lá pra cá, salvo o tempo que vivi na Europa, minha vida se tornou uma busca incessante por obter os recursos para trabalhar bem, e isso vai muito alem desse breve comentário... Há muito pouco tempo, disponho aqui de tintas e materiais complementares. Foi só quando uma outra "louca" chamada Denize Meneguello, teve a ousadia de montar neste país, uma loja com produtos de qualidade para pintura sobre seda, que minha vida ficou mais fácil.
O trabalho acima foi realizado ainda em tempos de seca e eu gosto muito de contar sua história: É fácil deduzir que um artista que vive do seu trabalho, entretanto não dispõe de materiais acessíveis para trabalhar, não trabalhe. E que por consequência não tenha recursos financeiros para viver, que dirá, para importar suas tintas. Num dia, desses em que a gente está quase por desistir, por cansaço e por descrença, eu tomei meu único meio metro de seda, mais as gotas de tinta que havia e pintei esse peixinho aí em cima, com cara de quem não tem nada com isso. O corante para seda, depende de um processo de fixação à vapor que é o desespero de quem pinta. Um sofrimento parecido com o dos ceramistas que metem a peça no forno e ficam do lado de fora rezando para ela não se partir. Justamente nesse dia eu esqueci de rezar. Quando tirei a seda do vaporizador ela estava com as manchas d'água que danificam todo o resultado. Desolada, passei a desfiar a seda numa atitude de quem destrói. Não havia mais nada a fazer. Escrevi no meu diario a seguinte frase: "E do sonho de seda pura, só restaram alguns fiapos". No meio da noite, ao retornar atelier, percebi que a retirada dos fios horizontais, alem de disfarçar as imperfeições, dava um movimento e criava um efeito tridimensional fantástico. Acabava de descobrir uma nova e maravilhosa forma de me expressar que imediatamente foi aceita pelo arquiteto João Armentano e que me rendeu recursos para prosseguir e alcançar outros espaços importantes. A partir disso, ja não bastava pintar, era necessário desfiar a seda e isso requeria tempo e paciência. Assim, a nova descoberta acabou rendendo trabalho para outras mãos habilidosas que também não tinham acesso a muito nessa vida...
Com "aqueles fiapos" que me restaram passei a tecer uma nova historia. O que de melhor e de mais autêntico eu produzi nesses tantos anos, nasceu sempre do erro e do descaminho. Creio que está tudo certo, mesmo quando eu penso que não está...

quarta-feira, 6 de maio de 2009




Poema do amigo aprendiz
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa

Sigo...


Se eu tiver que despertar para algo, prefiro que seja pelo canto de um pássaro do que por uma sirene. A sirene me faz pensar no lugar onde estou... O pássaro me fará lembrar pra onde quero ir...

domingo, 3 de maio de 2009

Eu vou, ele vai, nós vamos

 

 

 
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"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais"

Eu vou. Eu não tenho medo das mudanças. Eu não tenho medo do silêncio.
Eu vou virar bicho da seda de vez, porque bicho da seda é antes de tudo
Bicho do mato
Eu vou!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cores, formas e reflexos





quinta-feira, 30 de abril de 2009

Para ser grande



"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive".

"Se planejamos para um ano, plantemos cereais.
Se planejamos para uma década, plantemos árvores.
Se planejamos para uma vida, tratemos de educar o homem"

terça-feira, 7 de abril de 2009

Almofada para leitura





Ta bem, não é novidade mas essa é a minha versão da almofada de leitura, que serve também para apoiar um lanchinho na frente da tv, para o notebook, para manicure, para escrever, para pintar, para o que a gente inventar que precise de uma mesinha portátil.
Gostou?
Eu não vivo sem a minha!
Clique na foto que ela cresce

Uma pausa para leitura

 
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Clique na foto que ela cresce

Ou...
Uma pausa na leitura
Para ambos os casos, deixo aqui os novos marcadores de livro.
Feitos em seda pintada, fixada sobre papel especial
Quem vai querer?
Só R$ 8,00 por uma pequena obra de arte.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Para não esquecer


Espelho, espelho meu...





sexta-feira, 6 de março de 2009

Mulheres de Paraty II

 
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Nova edição do "Mulheres de Paraty" desta vez no Banco do Brasil agência Paraty.
Inaugurou hoje, com um delicioso café da manhã, a mostra em comemoração ao dia da mulher.
E lá vou eu mais uma vez, feliz com a vida que escolhi e com o que a vida tem me oferecido.
O gato da foto veio assim: A vida me ofereceu... e eu aceitei... Claro! Mas isso é assunto para um outro post...talvez para um livro sobre a minha busca do amor, finalizando com o amor desse homem: Um amor tardio que entrou nos meus ossos e que anda comigo.
(Depois eu explico o que isso tem a ver com arte e com mulher de Paraty).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Diálogo



- O que você faz?
- Sou artista plástica e você?
- Sou obstetra mas quando me aposentar tambem quero fazer arte.
- Eu, quando me aposentar, quero fazer cesarianas.


Fala sério!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pendura aí







Pendura aí as suas chaves e o casaco.
Pendura aí o que pode ficar para amanhã ou o que está pesado demais.
Só não pendura as chuteiras... que isto não foi feito pra isso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Ensaios de Carnaval



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

 
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Eu gosto de estar junto a natureza porque sinto constantemente a presença de Deus.
Eu gosto de ter um filho por perto porque sinto constantetemente a graça de Deus.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Vassourinha Mágica

 

 
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Isso começou assim:
Eu tinha uma vassourinha para recolher as migalhas de pão que caem sobre a mesa. Mas a Tadinha, era velha e feia, porém ainda muito eficiente. Por conta de uma certa gratidão, resolvi dar-lhe uma roupinha nova. Eis que a Tadinha virou foco dos olhares e da cobiça. Todo mundo queria levar a tadinha embora a qualquer preço.
Para resolver a situação decidi percorrer as lojas da cidade recolhendo suas irmãs, empoeiradas e pálidas a espera de um sopro de vida.
Agora todo mundo pode ter uma vassourinha alegre como uma manhã de sol, inclusive você. Por apenas 20,00+frete ela chegará até sua mesa.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

 
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UM PINTOR PINTA O QUE VENDE
UM ARTISTA VENDE O QUE PINTA

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

 
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Eu quero
O inesperado
O inexplicável
O inesgotado
O inabdicável
É disso que é feito
O canto
Que canta
Em cada canto
do meu encantamento

domingo, 25 de janeiro de 2009

Eu voltei...

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Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei

Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei

Eu voltei
Agora prá ficar
Porque aqui
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei

Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei

Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei
E eu falei

Onde andei
Não deu para ficar
Porque aqui
Aqui é meu lugar
Eu voltei
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei

Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei

Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei

Eu voltei
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei

Gente querida!
A esta hora da madruga, depois de uma viagem longa, não disponho de nada mais autêntico, para dizer que eu voltei, porque senti saudades.
A gente se encontra aqui...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Reflexão para as férias


"Yo quisiera poder hacer lo que me de la gana detrás de la cortina de la locura.
Asi, arreglaría las flores todo el día, pintaria el dolor, el amor y la ternura.
Me reiria a mis anchas de la estupidéz de los otros y todos dirian:
Pobre! Está loca!"
Frida Kahlo

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Esperança



"Nunca deixará de ser espantoso, como uma coisa tão leve, a que se chama esperança, pode encher uma alma."
-Pedro Paixão-

sábado, 3 de janeiro de 2009

A frase do momento



"Eu tenho gratidão pela minha pobreza, porque minha pobreza me fez caminhar"
 
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O melhor do champagne é o motivo para abrir a garrafa




"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...

Para você, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você, neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente...

Então desejo apenas que você tenha muitos desejos.
DESEJOS GRANDES - e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua FELICIDADE!"
FELIZ ANO NOVO!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O meu dicionário


Ja que está todo mundo muito ocupado com o natal...escrevo eu, o meu dicionário:

A- AMOR (claro, é tudo o que interessa)
B- BRINCADEIRA (Já passei da idade de levar tudo a sério)
C- CASA ( A casa que sonhei e que vai virar realidade em 2009)
D- DEUS ( porque eu acredito em milagres)
E- ESPERANÇA (que é o que faz a vida ficar verdinha, tenrinha, fresquinha)
F- FELICIDADE (aquilo que chegou depois de muito trabalho)
G- GATA (minha mais nova e deliciosa descoberta)
H- HOMEM (com todas as letras maiúsculas)
I- ITA ( uma pedra que tenho que lapidar)
J- JEITO ( tem sempre um, de fazer melhor)
K- KEY ( que é o único irmão que a vida me ofereceu, e eu aceitei, claro!)
L- LUZ ( quem conhece a sombra...sabe...)
M- MANHÃ (para mim basta saber que o amanhã terá manhã...)
N- NATUREZA ( onde escolho as minhas cores)
O- OCEANO ( O que Deus criou para unir e os homens usam para separar)
P- PARATY (a cidade onde (re)nasci)
Q- QUEIJO ( porque rima com beijo)
R- RECOMEÇAR ( uma oportunidade diária de acertar)
S- SAGRADO ( aquilo que eu procuro em todas as coisas)
T- TUDO CERTO (mesmo quando eu penso que não está)
U- UNIDADE ( unidade mundial, a única saída...)
V- VITORIA ( não tem coisa mais feliz)
X- Xi... NÃO SEI! ( pela delícia de não precisar saber tudo)
Z- ZEN ( é +- como estou terminando este ano)

domingo, 21 de dezembro de 2008

O comentário que virou post





Sobre o post anterior, "Palavras ao Vento", recebi este comentário, (enviado por ares lusitanos) e achei a ideia superinteressante... Fica aqui um convite à quem quiser se habilitar a escrever o seu. Um exercício que pode tanto revelar nossos valores quanto fazer repensá-los...
Escreve! Manda pra mim, manda?!

Plim disse:

Eu sei que pode ser muito controverso este meu comentário, mas depois de ver esse vídeo eu achei que só poderia ter sido realizado por uma mulher... o porque é simples, na minha humilde opinião tem "coisas" que quando leio, "sinto" que foi escrito por uma mulher e não vejas nisto a mínima crítica antes pelo contrário, são talvez as sensibilidades diferentes,(... e viva a diferença ) senão vejamos.
Sem querer ser mais "papista" que o Pastor Alemão (Sua Santidade o Papa) vou tentar rapidamente fazer por aqui um abecedário, o meu claro...

(A) fatalmente o amor, eu diria que quase universal este (A)
(B) talvez Banco, talvez nacionalizar um banco de jardim para podermos descansar das crises
(C) Cravo, a flor que foi o símbolo da revolução de 1974 e que também é uma linda flor
(D) Desejo, do saber e do sabor
(E) Eça, para mim o meu romancista de eleição
(F) Fauna, Flor e Fruto e também Futuro
(G) de Global, naquilo que nós pensávamos ser incomensurável e que de repente virou uma aldeia
(H) História e estórias que se escutam e se aprendem
(I) de Índia, se sabores e cores tão diferentes
(J) de Janis Joplin cantora americana de uma voz inconfundível que se arruinou com drogas pesadas e também de Juventude, sem ela o mundo não valeria o nosso trabalho
(L) de Lisboa a ver o rio de Liberdade, mas não de Libertinagem
(M) de Maria simplesmente
(N) de Novo de Novamente, de Tudo ou Nada
(O)de Orgulho e também de Ónus
(P) só podia ser Pessoa ou talvez Poeta
(Q) Quê?
(R) Raiva por não ter aprendido ou Romance por andar esquecido
(S) pra mim... de Saudade
(T) de Talento olhando a tua seda
(U) de União, de Unguentos perfumados
(V) de uma expressão muito brasileira... Valeu!
(X) no resultado dá empate
(Z) se forem muitos zzzzz é de dormir, se for grande pode ser de Zapata herói mexicano...

Adorei! Este ABC é a tua cara mesmo!
V = VALEU!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Palavras ao vento



Quem não conhece, que tenha a felicidade de conhecer...
Quem conhece, que tenha a felicidade de ver de novo...

PS: Apenas uma correção: O texto é de Adriana Falcão e nunca desse "famoso apresentador global" como consta no registro do Youtube. Justiça seja feita!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

16 de dezembro...



Hoje eu não desejo me debruçar no ano que passou, a fazer balanços, dissecar tristezas, perdas, frustrações, decepções.
Como também não pretendo contabilizar ganhos, alegrias, conquistas, realizações.
A minha vida não vale a pena pelo saldo das minhas contas.
A minha vida vale a pena porque é vida, independente de ser ou estar do jeito que eu quero.
Para mim basta saber que o amanhã terá manhã...
Hoje eu quero apenas a paz do meu lar, meus amores, meus amigos e muitos presentes, de todo mundo, de todo tipo...
Taí a minha bicicleta com o cestinho. Deixa o seu presente aí, deixa?!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Mostrando serviço...

Como ando sem tempo de procurar palavras, deixo aqui algumas cores.












sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Começar de Novo





Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até que naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava dos idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
Anônimo

PS: Eu sou catarinense. Eu vivi a enchente de 1983 em Blumenau. Eu tive leptospirose. Hoje, ainda que distante, eu Sinto, Lamento e Choro também.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mais que perfeito...



"Nenhum mortal pode conceber o grau de união que Deus destinou ao homem e à mulher"
-Bahá'u'llhá-
Esse vídeo não é falta de assunto, nem preguiça de sexta-feira. É que quando o assunto é cumplicidade esta imagem vale mais que todas as palavras do mundo juntas. Eu assisti muitas vezes, se você não viu veja! se ja viu, vai gostar de ver de novo.
Um fim de semana bem feliz!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Preconceito




Estou farta dessa hipocrisia, incluindo a minha. Eu tenho preconceito sim! E não são poucos.
Olho atravessado para os japoneses, os negros, os alemães, os franceses e os argentinos (e devo estar esquecendo algum povinho por aí...). Falando de "raça" ainda incluo os curitibanos, os cariocas e os paulistanos. Tenho preconceito dos velhos e novos ricos. Com adoção de crianças, Ongs e instituições de caridade, nem vamos falar de políticos... Tenho preconceito de homem bonito, malhado, jovem e dos gordos e velhos tambem . Tenho preconceito com quem aaaaaadora Disney e Miami. De quem não lê, ouve lixo, se afoga na cerveja e assiste tv. Tenho imensos preconceitos com homossexuais, machistas e feministas. De advogados, técnicos em eletroeletronicos, psicólogos, terapias alternativas, exoterismo, homeopatia, adeptos da igreja universal e ramificações... incluindo todos os religiosos "praticantes", quero dis-tân-cia. Feirinha de artesanato, "arte" do lixo reciclável, artistas contemporâneos famosos e críticos de arte... Ah! essa lista não termina hoje, mas já deu pra constatar que sou mesmo uma preconceituosa de marca. É bem verdade que meu passado me condena... Pra começar, meus filhos são mestiços japoneses. Entre meus grandes amores, está um saxofonista negro, um advogado, um carioca, um outro 30 anos mais velho, outro 10 anos mais jovem. Entre os meus grandes amigos, boa parte é homossexual, outros são ricos (mas não são novos) alguns são psicólogos, um é medico homeopata, outro é um machista adorável, um bem gordinho e que bebe muita cerveja (mas não ouve lixo nem assiste TV) outros são religiosos praticantes. Quando chego em uma cidade vou logo me informando onde acontece a tal feirinha. Frequentemente apoio projetos sócio-econômicos, tenho mais horas de psicoterapia do que piloto aposentado tem de voo, sou habitué de exposições de arte comtemporânea, produzo tecido para cenário de TV e minha única e adorada irmã, é adotiva. Vai entender?
Diante disso, acho que se um argentino bonitão cruzar meu caminho, um sorriso pra ele não vai me quebrar os dentes, será que vai?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Esta é, em toda a minha carreira, a minha primeira exposição coletiva. E me sinto muito bem acompanhada com as 14 mulheres de Paraty. Só obra de arte mesmo! Uma expressão de peso que me faz sentir orgulho por estar participando. Foi uma festa linda. Uma reunião de mulheres de dois amores: A arte e a cidade de Paraty. Dois fatores que conferem além de uma profissão e um endereço, um estilo de vida em comum.
A mostra fica aberta ao público até 12 de janeiro.



 

Taí eu com minha "Mãe Terra" Escultura em massa de papel e pó de madeira com seda sulcada. 1 metro de diâmetro. Este é atualmente o meu trabalho de arte mais maduro, autêntico, sincero. A estrada é longa ainda, porém segura. Eu acredito nisso.

 
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Aqui um Panô: "Festança" seda pintada- 1.40cm x 2.40cm de alegria colorida. Eu gosto de oferecer essa opção, uma seda solta que se presta a qualquer finalidade. Tive uma cliente que adquiriu uma seda que hora se enrolava nela e aparecia numa festa, hora pendurava na sala de estar. Por aí...!

 


Detalhe de "Festança"

domingo, 23 de novembro de 2008

Joaninha





Um pouco de açúcar nesta manhã de domingo. Música do grande Luis Perequê, músico caiçara, paratyense.
Este post é tambem um carinho para Anita, uma pequena-grande artista plástica que esteve ontem, prestigiando "Mulheres de Paraty" e achou a exposição "muito, muito bonita e linda".

sábado, 22 de novembro de 2008

Dia de Festa



Hoje é dia da Verinha do blog Véia da Teia
Eis aqui os meus presentes:
A caixa maior contém AMOR e todos os sentimentos complementares. Tem ainda muita gente para amá-la, incluindo eu com meu coração.
Na caixa do meio tem saúde e sabedoria e não preciso explicar, ela sabe perfeitamente o que fazer com isso...
Na pequena... estão todas as importantes pequenas coisas que ela precisa para ser feliz.
E ainda...
Incluso neste carinho, um desejo de abraçá-la, fortemente, brevemente, realmente!
Estou feliz com você!


Gente! Tô de molho na água quente tentando remover a tinta que já alcançava os cotovelos, afinal uma mulher de Paraty não pode aparecer em público nestas condições.
Amanhã eu volto e mostro tudo, conto tudo.
Enquanto isso, alguém podia pedir pra o tempo melhorar? Meu pretinho básico pede noite enluarada.
Beijos...até

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Agora sim!

 
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Olha aí o convite da próxima exposição da Charmozérrima Casa de Cultura.
Agora sim, posso me considerar uma mulher de Paraty...
Estou muito feliz!
Fique feliz comigo!

A Caixa de Gis



Hoje tem festança na Caixa de Gis, me encontre lá...
PS: Se desejar um comentario, pode deixar la mesmo que eu apanho ok?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

To assim...



Gente querida!
Vão lá na Véia porque ela ja disse tudo o que eu queria dizer no "Inferno Astral" e aproveitem pra visitar a casa dela que é um aconchego só.
Beijos...Até!

PS: Não é que essa garotinha é a minha cara quando tinha a idade dela?!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Alta velocidade



Sou filha de um piloto de rally. Um cara louco por carros mas que não teve um filho homem... Não tem tu vai tu mesmo! Tão logo minhas pernas alcançaram os pedais e meu pescoço esticou pouco acima do volante lá estava eu no comando de um Maverick V8. Que máquina! Ainda posso ouvir o motor... Com certeza meu pai me transferiu seu gosto por automobilismo e por velocidade mas a coisa mais importante que me transmitiu ao ensinar a entrar nas curvas, foi algo com que posso contar, sempre que tenho uma curva da vida para enfrentar:

"NÃO OLHE PARA O QUE VOCÊ TEME, OLHE PARA ONDE VOCÊ QUER IR"

(Ao Sr. Hélio Andrade, o meu muito obrigada!)

À todos os meninos e meninas (loucos por carros ou pela vida) que por aqui passarem, o meu desejo de uma semana emocionante.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

EBONY AND IVORY


O piano pertence ao mundo das quantidades.
A música pertence ao mundo das qualidades
Do piano diz-se: Como é bem feito!
Da música diz-se: Como é bela!
O piano reside no esforço humano.
A música reside na divindade.
E cada pianista é uma escada para o céu.



Este, em homenagem a minha amiga Rosane Queiroz que é a mais feliz proprietaria de um novo piano. Parabéns Rô!!!

Ainda os gatos



Não tinha nenhuma afinidade com gatos, estes do tipo que são puro pêlo. Tinha mais afinidades com outros gatos... que não tem tanto pêlo assim. Depois que o gato chegou trazendo a Gatita, agora posso dizer que tenho afinidade com qualquer tipo de gato. Adoraria ter um cachorro também, desses que são puro pêlo mesmo, não daqueles que não tem tanto pêlo assim...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008



Ganhei mais este selinho. Veio da Caixa de Gis e agradeço a queridice. Devo repassar para alguém...Com justiça para um blog ultrasimpático: o Na Contramão do pelo contrário Com a Maria Amália Camargo que me abstrai desse mundinho e amplia meus horizontes com muito bom humor. Para a Gis Quintana e para Maria Amália, um abraço dos meus:
Forte, longo e sincero.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Amor é meu tema preferido e inesgotável. Os melhores textos que escrevi na minha vida, falam de amor. De todo tipo de amor, de todo objeto de amor.
No ultimo post falei de amor mas fiquei falando sozinha. Nem um mísero comentário?! Ok! Então, antes que o dia termine nesse vazio, resolvi falar de sexo, puro e sem preconceitos, explícito mesmo. Quem sabe assim alguém me da ouvidos.










terça-feira, 11 de novembro de 2008

Proposta



Com a paciência e dedicação de uma ostra, quando trabalha um grão de areia para obter uma pérola, assim também, poderemos nós, construir uma história de afeição e doçura, cumplicidade e amor.

Vôo Livre




"...Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei o quê do vôo suave
Dentro do meu ser"...

Fernando Pessoa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Doce cantada



E eis que ele me saiu com essa:
"Eu já fui apicultor e nisso aprendi que as mulheres são como as abelhas:
Para conviver com elas, tem que perceber tudo o que elas não gostam e basta não fazer, para que no fim elas entreguem o mel".

(É claro, lógico e evidente que colou né?!)

sábado, 8 de novembro de 2008

Dia do aposentado



Taí um assunto que poderia render muito. Eu poderia escrever sobre a pensão de aposentadoria, neste nosso Brasil não muito varonil no caso dos aposentados. Mas isso eu deixo para os mais dispostos a bater na mesma tecla e espero que algum dia a coisa vire música. Poderia escrever sobre o que fazer da vida depois que me aposentar, mas os artistas não se aposentam. Bem, já que na falta de assunto, eu achei de escrever sobre algo que não terei a possibilidade de conhecer, vou aproveitar a data para aposentar algumas coisas que já andam bem cansadas de mim e eu delas:
1- Aquelas sandálias de salto 15 e as de salto 10 também.
2- Os discos new age, os blazers, as calças sociais, as camisas de colarinho, a sombra colorida para os olhos.
3- A caixa dos meus amores perdidos (hummmmm... isso podia render um outro post)
4- O relógio de pulso e o de parede também.
5- Uma certa mania de perfeccionismo. "Somos todos amadores, a vida não da tempo pra mais que isso"
6- A mania de dar explicações.
7- Os materiais de limpeza químicos e as sacolas plásticas de supermercado.
8- A culpa por não ler o que não me interessa.
9- A saudade do futuro.
10- As preocupações com o que eu não posso interferir.

Aqui estão 10 coisas definitivamente aposentadas da minha vida. Agradeço muito pelo tempo que me serviram, com a certeza que tudo foi importante até chegar aqui. Mas que ninguem se iluda, só se adquire simplicidade depois de muito trabalho.

E você? me conta o que pretende fazer quando se aposentar, ou se está tão longe disso que nem imagina? Então pega carona nessa ideia e aposenta alguma coisinha aí... É tão bom!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Gatita



Quando meu filho voltou de Recife, onde foi para estudar jornalismo, trouxe na bagagem um schnauzer. Eu, até aquela noite no aeroporto, jamais tinha acariciado um cão. Não havia em mim a menor disposição para conviver com qualquer animal. Sempre gostei foi de gente mesmo. Mas filho é filho né? Então acatei o peludo de três meses, porem com muitas restrições...não pode isso, não pode aquilo e se pudesse daria um banho por dia. Mas para encurtar esta historia quero dizer que ao fim de uma semana a criaturinha estava dormindo na minha cama e com direito a almofada de seda. E mais, se eu gastasse no cabeleireiro o que gastava em pet shop eu com certeza seria uma mulher linda. Estudei adestramento, li o que encontrei sobre cães, me cadastrei em sites de comportamento animal e em pouco tempo me tornei membro do clube dos loucos por cães. Klein é um doce de cachorro, usa anti-formigas em vez de anti-pulgas e suas historias já davam um livro.
E você, diante deste relato, pode estar pensando que errei a ilustração deste post. Ta tudo certo, porque agora é a vez da Gatita estrelar.
Ela também chegou por amor. Nunca acariciei um gato, jamais pensei em conviver com um, mas esta gatinha meiga, educada e tranquila, chegou num pacote...e por isso também foi aceita. E a história se repete...poucos dias para ela conquistar um lugar no meu coração, na minha vida e pra dizer a verdade, um pedacinho da minha cama também.
E eu que sempre preferi gente a animais, acabei por descobrir que os bichos conseguem ser belos sem vaidade, fortes sem arrogância, valentes sem ferocidade, felizes e agradecidos com pequenas coisas, fiéis, companheiros, solidários e alem de tudo, divertidos. Enfim, possuem todas as virtudes do homem e nenhum dos seus defeitos. Descobri que por amor posso fazer concessões, rever conceitos e preconceitos. Descobri um mundo de possibilidades, escondidas num ser que como eu, só quer amor, carinho e proteção.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Coleção Utille














De bem com a vida

Gente... estou tão feliz porque finalmente descobri a maneira correta de me pesar:


Não posso acreditar que tenho feito isto errado durante estes anos todos!

Mostrando serviço


Bem, pode parecer irrelevante e quase desrespeitoso com meus leitores, abrir um post com a imagem dos meus próprios pés. Porém não me interpretem depressa demais, eu explico:
Abandonei este blog por vários dias para cuidar de mim. Neste tempo, passaram por aqui tantas visitas que encontrei a cesta de beijinhos quase vazia. Creio que tenho obrigação de mostrar o serviço, a começar pelos pés, o que foi minha primeira providência. Meus pés são o primeiro indício de que as coisas andam mal, quando andam mal. Acho que os pés (tanto quanto as mãos) revelam muito sobre uma pessoa e no meu caso, contam tudo... Sem cabimento? Você conhece uma mulher bem sucedida, bem amada, bem resolvida e feliz que esteja com os pés maltratados? Eu não! E mesmo que eles estejam escondidos dentro dos sapatos... eu sempre sei como eles estão...
Dá pra pensar um pouco, não dá?
A partir de hoje vou mostrando as cores que surgiram depois que "arrumei a casa"
Desejo uma semana maravilhosa, onde algo novo e bom possa acontecer.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ressaca emocional



Vou me recolher por hoje para cuidar de mim, dos meus sentimentos, da minha cabeça, do lado de dentro e do lado de fora, dos meus pézinhos (34), da minha saúde.
Volto logo, cheia de arte, cheia de graça, cheia de amor para compartilhar.
Deixo no cantinho desta sala, uma cesta de beijinhos. Pegue o seu!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Paraty





Meu pai, com sua profissão me arrastou por meio mundo. Depois a minha profissão me arrastou pela outra metade. Nunca tive raízes em terra alguma e dizer de onde eu sou era sempre um problema, até que encontrei o meu lugar, ao entender que a cidade de um artista é o lugar onde ele sonha, a paisagem de que ele se alimenta, o ambiente que aciona seu desejo de realizar tudo o que é capaz e que cria uma atitude diária de gratidão. Por isso hoje, à quem me pergunta de onde eu sou, respondo com toda sinceridade:
Eu sou de Paraty!

domingo, 26 de outubro de 2008

INDIGNAÇÃO


Direitos humanos para bandidos? Como assim? O que há de humano nas atrocidades que eles cometem? Não é verdade que fomos criados à imagem e semelhança de Deus? Como diz um amigo: "Direitos humanos, só para humanos direitos"
Quando eu digo:
SOU A FAVOR DA PENA DE MORTE!!! logo alguém se levanta pra dizer: "mas muitos inocentes morreriam" Sim...mas não é isso que acontece todo dia? inocentes morrem e o sacrifício de suas vidas não serve ao menos para mudar a realidade.
Se querem mesmo (?) ganhar a guerra, tem de usar as mesmas armas.
Matou...Morreu!
Simples assim!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sawabona-Shikoba



Compartilho aqui esse precioso pensamento do Dr. Flávio Gikovate que me induziu a uma investigação ainda mais profunda sobre minhas posturas afetivas. Me fez lembrar de muitas pessoas que ainda estão carregando fantasia sobre fantasia, na sua busca pelo amor.
Me fez lembrar com muito carinho de uma amiga querida, autora de um livro sobre este tema, além de se debruçar diariamente sobre um blog que facilita a vida de muita gente que teve a coragem de tomar nas próprias mãos, sua vida e a chave de sua casa. Dedico portanto este post a minha amiga Rosane Queiroz
"Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito do amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência onde um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de que uma pessoa seja o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer desde o início deste século.
O amor romântico, parte da premissa de que somos uma fração e que precisamos encontrar a outra metade para os sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização, que historicamente, tem atingido muito mais a mulher. Ela abandona suas características para amalgar ao projeto masculino.
A teoria dos opostos também vem desta raiz: o outro deve saber fazer o que eu não sei, se sou manso ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma idéia pratica de sobrevivência, pouco romântica por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.Eu gosto e desejo a companhia mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo o valor de estar consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração mas são inteiras. O outro, com quem estabelece uma relação não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma, é apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para poder se adaptar ao mundo que ele criou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria e se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades.Ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo estiver preparado para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa. Ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade a pessoa. As boas relações são aquelas que se assemelham ao prazer de estar sozinho, ninguem cobra nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas, são coisas do século passado. Cada cérebro é único,nosso modo de pensar e agir, não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea, e na verdade o que fizemos foi inventa-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinha para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto as diferenças respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de relação há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado pelo amado. Muitas vezes é preciso aprender a nos perdoar a nós mesmos".

Sawabona é um cumprimento usado no sul de África que quer dizer “eu respeito-te, eu valorizo-te, tu és importante para mim”. Em resposta, as pessoas dizem shikoba, que é “então eu existo para ti”.
E o gatinho (embora não seja africano) está aí como representante de uma classe independente, bem resolvida e muito afetuosa.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Receita pra lavar palavra suja



Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
Depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.
Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar
e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.
São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão.
Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de amargura,
que é capaz de esvaziar o vigor da língua.
O aconselhado nesse caso é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade. Agora, se o que você quer
é somente aliviar as palavras do uso diário, pode usar simplesmente
sabão em pó e máquina de lavar.
O perigo neste caso é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras. Culpa, por exemplo,
a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.
Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo,
sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode,
o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.
Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.
Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.
Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie
pela expressão dos seus sentidos. À noite, permita que se deite,
não a seu lado mas sobre seu corpo.
Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.
Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela,
então você tem uma palavra limpa.
Uma palavra limpa é uma palavra possível.
Viviane mosè

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

É sempre bom lembrar...


Apresento-lhes meu amigo "Alfredo"

Ele é um cara pra lá de legal e sempre tem algo bacana pra dizer. As vezes ele
fala nas minhas camisetas, outras nas almofadas, canecas, baners e muitos outros lugares onde já foi escalado para levar um carinho. Desta vez ele está aqui em forma de selinho. Quem quiser aderir a campanha, pode tomar o seu e por a boca no mundo!



Tributo


No dia do meu aniversário, estive num salão de cabeleireiro, o que é um raro acontecimento. Não que eu não goste de caprichar, eu gosto sim! Tanto que aprendi a fazer o meu cabelo sozinha! É verdade que nem sempre dá certo, mas o preço é sempre o mesmo... Porém não me interprete depressa demais, a razão de não utilizar esse tipo de serviço é de outra natureza: é que eu não agüento o assunto corrente em salões de cabeleireiros: a vida alheia, sempre ela! E desta vez o prato do dia era: “os homens”, sempre alheios, claro! Pois ninguém vai falar mal do seu assim, publicamente, muito menos bem...
A indignação por tudo o que fui obrigada a ouvir naquela tarde, inspirou esse texto que ofereço como um tributo a todos os Homens da minha vida, pelo tanto que contribuem para que eu envelheça lindamente.
Pois bem, eu sei que nem tudo o que as mulheres dizem é vazio. Eu sei que existem os cretinos, os perdidos, os de personalidade fraca, os emocionalmente imaturos, os materialistas, os interesseiros, os frustrados, os machistas e ainda aqueles que se acham “o cara”, mas todo mundo sabe que esse “cara” não passa de um cara em construção e que se ficar pronto, vai ficar mal acabado, mas essa é outra conversa, eu estou aqui para falar de Homens, de verdade mesmo!
Homem com ego de homem!
Ah! Esses egos que variam naqueles centímetros que eles se dão ao trabalho de medir... Eu particularmente admiro os que têm "ego" menor, que por motivos óbvios são bem mais esforçados e quanto ficam felizes com nosso reconhecimento.
Que criaturas adoráveis, que só por um pouquinho da nossa admiração, são capazes de coisas incríveis; como ignorar a nossa celulite, achar que a gente é um anjinho quando dorme, que somos lindas ao acordar. São capazes até de acordar mais cedo só pra trazer o café com flor na cama, e mais, deixar a gente escolher o programa de domingo mesmo correndo o risco de ser um almoço na casa da mãe (da nossa mãe!) e ainda escolher o filme no fim da tarde, do mesmo domingo...E dizer que foi maravilhoso, apesar da falta de ação, aventura, suspense e sexo, ou seja: a falta de tudo!
Ah! A resignação é mesmo uma virtude masculina!
E a capacidade que eles têm de nos fazer sentir imprescindíveis? Quando ficam doentes, quando são tomados por aquelas crises existenciais que todo homem que se preze já teve e terá ainda algumas. Quando precisam de apoio, quando a auto-estima está baixa e quando está em alta também, quantos homens comprariam uma Mercedes se nós não existíssemos? Enfim, seja lá pelo que for, o fato é que: ser imprescindível na vida de um homem, para uma mulher já é em si uma razão de viver.
Ah! Que conforto me traz essa dependência!!
E o que dizer da paciência que eles têm para pedir desculpas, mesmo quando se trata de uma tempestade num copo d’água? É que eles aprenderam, que um simples “Me desculpe, querida!” Já abre o tempo. E a coragem que eles tem para pedir perdão quando admitem que pisaram na bola mesmo? Quanto mais se ajoelham, mais crescem aos nossos olhos, e como lhes negar uma segunda chance?
Ah! Como eu admiro esses reconciliadores!!!
E no restaurante então? Com que elegância pedem a carta de vinhos e com que gravidade o bebem primeiro, quase como se estivessem nos protegendo de um envenenamento. E com que naturalidade apresentam o cartão de crédito para pagar aquela conta absurda?
Ah! Como eu necessito desses mártires!!!
E o que seria de nós sem o apoio de tanta tecnologia? As secretarias eletrônicas que a gente corre pra elas feito uma amiga saudosa cada vez que entra em casa. E os aparelhos de telefone com suas poltroninhas ao lado...E os celulares então, que quando tocam já trazem o nominho dele na tela, associado a um toque especial. E como descrever a emoção de estar aqui escrevendo com o MSN aberto e de repente...Fulano diz: “oi querida!” Deus me ajude!!! Sem falar no trabalho que eles têm com seus arquivos de poesia, flores, cartões, emotions, músicas e imagens românticas.. Quão bem sabem usar esse arsenal da web, um tiro certeiro em nossos corações e a gente cai feito uma pombinha abatida.
Ah! Como me encantam esses caçadores!!!
E o perfume deles que, por um abraço ligeiro, fica o resto do dia em nossa roupa. E o cheiro deles então, que por um outro abraço, nem tão ligeiro, fica na nossa pele feito tatuagem...
Abençoado seja o poeta, que ensinou os homens a fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, filés com fritas, comidinhas para depois do amor.
Ah! Como eu preciso desses “Vinícius”
Mas... E quando acontece “Aquilo”, aquilo que “nunca tinha acontecido antes”...
Xiii! É aí que eu me atrapalho, já tentei mudar de assunto, falar do governo Lula, da atuação da Seleção Brasileira na ultima copa, assim, pra mostrar que nem todo mundo ta batendo um bolão...Mas é nessa hora que toda psicologia é vã...
Eu bem sei que muitas mulheres ainda andam dizendo que eles não prestam, que são todos iguais. Tudo igual coisa nenhuma! Elas é que fazem sempre a mesma coisa e esperam um resultado diferente. E há também as que dizem que eles só pensam “naquilo”... É... Pode ser, mas esquecem de reconhecer que pra conseguir só aquilo, eles dão o que têm e o que não têm, justiça seja feita!!!
Envie para todos os homens da sua lista. Se você for homem, estará compartilhando um alento... Se for mulher, estará abrindo possibilidades... Envie para todas as mulheres também, quem sabe isso não vira uma corrente, o mundo se transforma, e alguns até retornem lá do arco-íris e encontrem um lugar seguro para viver, bem aqui entre os nossos seios.
Um abraço,

Ita Andrade

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quando o assunto é reciclagem

Quando o assunto é reciclagem, a imagem que me vem a cabeça é a de um lixão. Uma montanha de coisas de gosto duvidoso e de utilidade irrelevante, produzidas a partir do dito lixo reciclável, que na maioria das vezes, depois de um breve tempo, volta para o mesmo lugar...
Tomando apenas as garrafas de refrigerante como exemplo do que se estende a uma infinidade de outros materiais, deixo aqui meu desabafo:
Que me perdoem os bem intencionados, mas plástico é plástico! Não adianta mudar a utilidade, a cor, a forma. Não adianta pintar, bordar, crochetar, inventar. Enquanto a aparência for plástico, continuará sendo brega, frágil, feio e pobre.
O puf aí em cima é o melhor exemplo de um produto inteligente, barato, durável, resistente, útil, versátil e especialmente de bom gosto. As garrafas foram usadas na estrutura e a idéia é genial justamente porque elas não aparecem. É genial porque quem criou tinha realmente um senso do que é reciclar. É muito mais que reaproveitar, mudar a utilidade. É transformar em algo que faça uma diferença enquanto resolve o problema do lixo em si e gera trabalho, dignidade e perspectiva para quem não tem. Não basta agregar valor ecológico ao produto, tampouco valor socio-econômico se ele não tem lugar, se ele não atende as necessidades de um mercado realmente consumidor e cada vez mais exigente. Entre dois produtos que me satisfazem, vou sempre optar pelo que tem valor agregado, porém se o produto não me satisfaz, para estar em paz com minha consciência, prefiro evitar tantos descartáveis e dar esmolas, a contribuir com essa farsa.

Tomar o lixo para produzir outra espécie de lixo, não é reciclar. É brincar com dois assuntos muito sérios: A dignidade humana e o Planeta Terra.




terça-feira, 14 de outubro de 2008

Poesia ou Filosofia?


Os ventos de Paraty bailam com as sedas das minhas cortinas e a alegria atira pedrinhas nas minhas vidraças. Vou agora mesmo varrer a frente da minha porta... Bem pode acontecer que a felicidade queira entrar

domingo, 12 de outubro de 2008

Deficiências


Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
Miseráveis são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.
Mario Quintana

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Hoje estou bem assim... esse post é só pra dizer que hoje não tem post.
Aaaaaaaaatchim!!!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Confiança



Esta coisa mais fofa se chama Godô. É o York-Shire de um grande amigo, tão bom amigo que de as vezes me empresta esta delícia por alguns dias e para retribuir seu desprendimento, eu ofereço um tratamento de beleza. A inspiração deste post não provém exatamente da minha paixão por cães, embora isso pudesse render muitas páginas de histórias lindas para contar. Godô foi convocado aqui, para ilustrar um pensamento sobre confiança. E quão bem ilustra! Na imagem acima, eu estou cortando os nózinhos, raspando o pêlo da barriguinha e desembaraçando os bigodes, com procedimentos e instrumentos incômodos e assustadores para um bichinho. Uma tarefa que no caso dele, consome aproximadamente duas horas e no entanto ele está completamente relaxado e indefeso. A alegria e até emoção que me causa, saber que para ele sou confiável, a ponto de adormecer com a barriga exposta para mim, enquanto faço coisas incompreensíveis para ele, não é diferente da emoção de ter amigos, que a seu modo, também me "expõem suas vísceras". Ter em quem confiar, nesse mundo onde a desconfiança sobrepõe a virtude é de fato um grande bem, porém ser confiável para este mesmo mundo é um bem muito maior. Eu deixo aqui um sincero agradecimento aos que em mim hoje confiam, porque para isto, a princípio, foram capazes de se arriscar um bom tanto...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mão na massa

O texto que segue abaixo foi escrito para uma formatura por Nizan Guanaes, paraninfo de turma na Faap. Olhe só o que este publicitário escreveu. Deve ser por isso que é um dos melhores redatores do mundo e dono da Agência DM9 (aquela dos bichinhos da Parmalat).
Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro.
Ame seu ofício com todo o coração.
Persiga fazer o melhor.
Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:"Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde:"Eu também não, meu filho".
Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito". É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tenha consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia ! toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 as 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso. TRABALHE EM ALGO QUE VOCÊ REALMENTE GOSTE, E VOCÊ NUNCA PRECISARÁ TRABALHAR NA VIDA"

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Meu Hobby









Na época em que eu trabalhava exclusivamente para a TV Globo, vivia estressada pelos prazos apertadíssimos. Mesmo quando não havia pressão lá estava eu correndo sem nem saber porque, foi aí que minha terapeuta sugeriu para relaxar, que eu fizesse um trabalho de arte. Como assim? Eu respirava arte, trabalhava até dormindo, meu cérebro não parava nunca e ela queria que eu fizesse mais? Bem, ela na verdade propôs que eu fizesse algo apenas para me divertir, sem compromisso com nada e sem intenção comercial. Foi aí que eu descobri a paixão por decorar paredes. Ah! que delicia brincar em espaços grandes ou apenas uma coluna da cozinha como nas fotos acima. Daí fui me empolgando e acabei pintando caixinhas, porta chaves, os paninhos de prato, os bancos e o que apareceu, tudo com o mesmo tema. A cozinha fez tanto sucesso que quase mudo de profissão de tanta encomenda que apareceu. Já fiz parede de todo tipo; alegre, sóbria, poética, com seda, com terra, para quarto de bebê, de adolescente, de gente apaixonada, com letras de Vinicius, com sucata, com casca de ovo de codorna, vige! Um mar de possibilidades. Mas o interessante é que isso ficou tão completamente associado a puro prazer que até hoje não consegui cobrar um tostão por esse trabalho. Hoje estou pintando caixinhas e banquinhos. Não sei pra quem serão, mas precisava me proporcionar essa alegria, depois dos dias atormentados que passei... Quando ficarem prontos eu mostro.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Concretude

Ingredientes:
Folhas de amoreira
Bicho-da-seda
Seda
Corantes
Árvore
Papel
Algodão
Paixão
Esforço

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Assombro

Um monstro silenciosamente arrasador, tomou conta do ventre de minha mãe...
Não há poesia nesta sexta-feira
Perdoem-me!

domingo, 21 de setembro de 2008

Hoje é dia da Árvore

http://www.bahaipictures.com/

A árvore


"De um galhinho a toa, que não se sabe de onde veio e o que é nem pra que serve. Que vai dia após dia engrossando seu tronco e se esticando em outros galhos, que vai subindo, subindo como se pretendesse chegar no céu e alcançar o sol, pra nossa surpresa um dia aparece majestosamente uma árvore
É no fresquinho da tua sombra, no docinho da tua fruta agora posso entender pra que serves.
Vieste de uma mão maior do que a minha. Vieste de um ser maior que todas as árvores e maior que todos os homens mas vieste para os homens.
Árvore amiga, tu és tudo. És o alimento, és a sombra, és o leito, és a mesa, és o fogo, és o perfume, és minha aventura em teus galhos és a cruz. És hospitaleira com os passarinhos, és bondade pura pois muitas vezes se transforma em berço para muitos menininhos. Eu te agradeço Deus por ter me dado as árvores,
Eu te agradeço árvore por tudo o que tu me das e te digo: quando por ventura ou por justiça eu tiver que cortar uma, eu te prometo plantar duas."
Fim

Este texto, de André Kano, um jornalista apaixonado, comprometido, perfeccionista, foi escrito bem no início de sua carreira, quando ele tinha ainda nove anos de idade. Está aqui publicado sem a sua autorização. Sei que corro o risco de ser processada mas confio que a lembrança da mochila Redley, do cheirinho dos cadernos novos, da sua primeira Pentel, do pão com pollenguinho na lancheira, das velas acendidas no vestibular e do seu primeiro estágio no Fluminense, cuja remuneração nem dava pra manter a alma e o corpo unidos... sejam argumentos para que ele retire a queixa.
Feliz primavera para todos nós! Especialmente para aqueles que são capazes de olhar para uma semente e enxergar um jardim.
.


sábado, 20 de setembro de 2008

Tempo de agradecer


"Para entender o valor de um segundo, pergunte a alguém que ficou com a medalha de prata nas olimpíadas.
Para entender o valor de um minuto, pergunte a alguém que perdeu o avião.
Para entender o valor de uma hora, pergunte aos apaixonados que estão a espera do momento do encontro.

Para entender o valor de um dia, pergunte a alguém que espera pela cesta básica.
Para entender o valor de uma semana, pergunte ao editor de uma revista semanal.
Para entender o valor de um mês, pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro".

Quando meu bebezinho, tão frágil, veio aos meus braços, apertei-o contra meu peito sem saber se estaria comigo por horas, dias, semanas, meses... Implorei à Deus que não o levasse e assim ele foi ficando... ele a cada dia mais forte eu a cada dia mais agradecida. Hoje, no dia em que completamos 24 anos de amorosa convivência e por tudo e por quanto aquele menino se tornou... já não sei dizer se ele sobreviveu porque Deus atendeu as preces de uma mãe desesperada ou porque precisava Deus, de mais um Homem de boa vontade na Terra...
Amor e gratidão,
Mamãe


PS: Que me perdoem meus leitores, por seguidamente tomar este espaço com manifestações de uma mãe apaixonada, mas na verdade, antes de mais nada, é exatamente isso que eu sou.





sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sagrado em mim


Bem-aventurado é o lugar, a casa e o coração, e bem-aventurada a cidade, a montanha, o refúgio, a caverna e o vale, a terra e o mar, o prado e a ilha, onde se haja feito menção de Deus e celebrado seu louvor.
-Bahá'u'lláh-
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O meu doce predileto...



Recebi isto:

"Se não existissem os homens, não saberíamos a violência e o planeta seria habitado por uma população de mulheres gordas e felizes"

Pode ser...mas quanto a mim, prefiro continuar lutando contra a violência e mantendo a dieta.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O segredo da paciência é a confiança.


Um Amor

não mais sem-fim

assim sem fim

pra mim chegou

enfim

sábado, 13 de setembro de 2008

Porque chove...

Piano e viola- Taiguara
Olhando o dia de chuva
Vi que mais triste era eu
Sem estrela e sem lua
Te procurava no céu
Fiz do piano a viola
Fiz de mim mesmo o amigo
Fiz da verdade uma estória
Fiz do meu som meu abrigo
Quem canta fala consigo
Quem faz o amor nunca quer ferir
Quem não fere vive tranqüilo
Vê muita gente sorrir
E quem não tiver do seu lado
A quem ama e quer ver feliz
Não diga que não se importa
Diga só o que o amor lhe diz
Essa mentira é uma espuma
Que se desmancha no ar
E deixa n'água um espelho
Pra você se ver chorar
Sorriso bom, só de dentro
Ninguém é bom sendo o que não é
Eu, pra ser feliz com mentira
Melhor que eu chore com fé


.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

É...pois é...!

Um rapaz na estação do metrô, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Somente uma mulher reconheceu a música...
O vídeo da apresentação no metrô está no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw
É...
Pois é...!
.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Olha o Bicho-da-Seda aí gente!

Escrever é uma forma de falar sem ser interrompido. Escrever num blog é uma forma de falar sem ser interrompido, para alguém que quer ouvir. Meus amigos e conhecidos, por uma razão ou por outra, aturam o que tenho pra dizer mas meus leitores aturam só porque querem. Esse é o encanto de escrever para um blog o que em tao pouco tempo, tornou-se algo indispensável em minha vida.
Hoje fui surpreendida com o Selo Dardos e me sinto muito gratificada pela indicaçao da Rosane Queiroz do blog Miojo, que é uma blogueira de marca, para dizer o mínimo...
Valeu Rô, como valeu!
O significado do prêmio:
“Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras…”.
E o prêmio tem três condições:
*Aceitar exibir a imagem do prêmio*
Linkar o blog do qual recebeu a indicação*
Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.
Os meus escolhidos com muito carinho são:

Senhora do sul
Pausa do Tempo
Lugares Comuns
Pensar Enlouquece, Pense Nisso
Miojo
Garotas de Segunda
Second life
Na Contra mão do Pelo Contrário
Caixa de Gis
Um Divã na Cozinha
Nós, Mulheres
Alex Periscinoto
Lu Fuoco
É isso... bacana mesmo!


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Variações do mesmo tema



Ouvir sem julgar
Ver sem olhar
Sentir sem pensar
apenas Ouvir Ver Sentir
.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A véspera da borboleta


"...É preciso suportar algumas larvas se quisermos conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas..."

Antoine de Saint Exupéry
.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Quase primavera




Meu jardim secreto está novamente aberto, acordado e vivo.
Algo floresce em mim...
.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se eu pudesse...



Se eu pudesse, eu o protegeria da tristeza que se instalou em seu olhar
Eu lhe daria ferramentas e coragem para ultrapassar esses tempos de seca
Eu lhe daria a força que tenho para levantar e recomeçar
Sim! Eu o faria se eu pudesse
Se eu pudesse,
Eu renunciaria a vida que tenho, para que a dor do abandono nunca lhe encontrasse
Eu sei que eu não poderia mudar sua história, nem cruzar as pontes que são suas, nem chorar as lágrimas do seu coração
Mas eu o faria se eu pudesse
Entretanto,
Eu renunciaria a todas as minhas vidas, por todos os mundos de Deus
Para que você pudesse compreender que:


Quando o Amor se instala em nosso coração
A gente segue as cegas por uma estrada
Sem saber onde vai dar
E caminha tropeça e cai
Cansa descansa e levanta
Insiste persiste e prossegue
E consegue canta e dança
Mas de novo chora ora implora
Desespera pede e espera
E corrige aprende e ensina
E então ...
Num belo dia se dá conta
Que no passo a passo dessa estrada
Andou construindo sua alma.
Essa vida é só uma estrada e você só vai chegar onde o seu amor puder.
Amor Absoluto,
Mamãe
.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Saudade




Hoje, por uma razão, acordei sentindo saudade. Desejei escrever um bom texto ou encontrar as cores exatas dessa palavra porém nesta manhã, tudo a minha volta falha. Dizer o que, se tudo já foi dito:

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...Pablo Neruda


Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. Adriana Falcão

Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante. Carlos Drummond de Andrade

Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem. Clarice Lispector

Que saudade é o pior tormento, é pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar... Chico Buarque

Se tudo na vida tem seu preço
Quanto vale matar uma grande saudade
Sem prazo de validade...
Sem meio, fim, nem começo? Bruno Bezerra


Saudade é melhor do que caminhar vazio. Peninha


Reconstituição:
Tive de repente saudade da bebida que eu estava bebendo...tive saudade e tentei me lembrar que gosto faltava, qual era a bebida...Fui procurando entre copos e móveis e dei com sua boca. A saudade era dela A bebida era o beijo. Elisa Lucinda


A saudade é um filme sem cor que meu coração quer ver colorido. Zeca Baleiro


Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te. William Shakespeare


Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.


Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. Leonardo da Vinci


Embora o corpo se mova, a alma, às vezes, fica para trás. Shikibu Murasaki



E pintar como? Se pintar a saudade é mentir, porque quando ela aparece, as cores desaparecem. Saudade é incolor.
Resto-me aqui, prostrada entre as minhas tintas e as letras desse teclado.
Mas afinal...palavras ou cores para quem? Para que?
Se o que ha em mim já foi mostrado na simples transparência dos meus olhos?
Deixo então, meu olhar. Não o que tenho agora assim ceguinho...salgado... mas o que tive noutro dia, quando uma câmera me capturou plena de amor.
Qualquer dia... a gente se encontra. Na terra ou no céu ou em qualquer coisa bela que entre eles exista...
Um beijo meu.

Em tempo: Saudade é uma palavra que chegou de caravela, hoje, exatamente hoje...ela está em mim...eu estou nela... Ita Andrade


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Contrastes

Instalação- seda e pedra sabão

Concretude e Transparência.

Nunca deixará de ser espantoso, como uma coisa tão leve

que se chama esperança, é capaz de encher uma alma.


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Noite

Pintura sobre seda, seda pintada sobre textura
Quando a noite é mais escura é que começa a nascer o dia...
Bom dia!
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

OFFLINE



Quando eu não sei o que pensar...não penso!

Quando eu não sei o que pintar...não pinto!

Quando eu não sei o que dizer...nem Deus me faz abrir a boca!

Quando eu quero dizer mas sei que não devo...

Peço a Deus que cuide dos meus pensamentos, cale a minha boca e trave esse teclado!

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Klimt e Rumi


Saberias preparar um remédio,
Feito da matéria do encontro
E dá-lo ao ferido que te entregou olhos e coração?
Atenta para as sutilezas que não se dão em palavras.
Compreende o que não se deixa capturar pelo entendimento.
Caso precise, toma emprestada uma alma e um par de olhos,
Caso também não os tenha.
Já falaste de amor em demasia.
Agora torna-te amante,
Ama!


domingo, 24 de agosto de 2008

Dai-me Rosas

Dai-me rosas e lírios,
Dai-me flores, muitas flores
Quaisquer flores, logo que sejam muitas...
Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas
Em me dardes muitas flores,
Nem isso...
Escutai-me apenas pacientemente quando vos peço
Que me deis flores,
Sejam essas as flores que me deis...
-Fernando Pessoa-
.

sábado, 23 de agosto de 2008

Meus Carnavais






Composição: Evaldo Gouveia e Jair Amorim
BLOCO DA SOLIDÃO
Angústia, solidão
Um triste adeus em cada mão
Lá vai, meu bloco, vai
Só desse jeito é que ele sai
Na frente sigo eu
Levo o estandarte de um amor
O amor que se perdeu
No carnaval
Lá vai, meu bloco
Lá vou eu, também
Mais uma vez, sem ter ninguém
No sábado e domingo
Segunda e terça-feira
E quarta-feira vem
O ano inteiro é sempre assim
Por isso, quando eu passar
Batam palmas pra mim
Aplaudam quem sorrir
Trazendo lágrimas no olhar
Merece uma homenagem
Quem tem forças pra cantar
Tão grande é minha dor
Pede passagem quando sai
Comigo, só
Lá vai, meu bloco, vai...


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Quanto tempo?

Se há uma pergunta que nenhum artista suporta e da qual nenhum artista escapa é esta:
"Quanto tempo você levou para executar essa obra?"
Como se o valor de uma obra de arte estivesse condicionado ao tempo de execução.
No princípio eu respondia constrangida que levei 30 dias. A decepção era clara. Para justificar o valor, gostariam de saber que passei um ano da minha vida debruçada sobre aquele pedaço de seda.
Depois aprendi a apenas sorrir, um sorriso de Mona Lisa que ate hoje ninguém entendeu.
Atualmente, consigo bancar uma resposta sincera e que satisfaz a toda a gente:
"Levei 30 anos para conseguir pintar esta rosa, em exatos cinco minutos."

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Yves sain Laurent

Uma deliciosa citação de Yves Saint Laurent:

"Uma mulher para estar bela, só precisa de um suéter negro, uma saia negra e estar ao lado do homem que ama.
A coisa mais bela que uma mulher pode vestir, são os braços do homem amado.
Para as que não tiveram a sorte de encontrar, aqui estou eu."



Infelizmente YSL não está mais entre nós e com certeza perdemos uma das maiores expressões em moda de todos os tempos.
Ele foi responsável, junto com Pierre Cardin, pelo que chamamos de multiculturalismo na moda, antes mesmo desse termo existir, ao chamar modelos de feições não européias para a sua passarela.
Ele promoveu a igualdade dos sexos, antes mesmo das feministas queimarem seus sutiens em praça pública com o “le smoking”, que a chave estava na calça de smoking para mulheres numa época que o sexo feminino tinha como suas peças mestras as saias e os vestidos.
Ele entendeu que mais que um glamour ligado à grana, ele está ligado à atitude e por isso abriu uma loja na chamada Rive Gauche de Paris, identificada por ser a região dos intelectuais, militantes de esquerda e estudantes. E com isso impulsionar para uma posição de destaque o recente prêt-à-porter.
Pra dizer o mínimo, é isso!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lugar comum


Ai meu Deus!
Quando eu penso que tenho a casa limpa, descubro esse lixo embaixo do tapete. Quem foi que inventou que a primeira impressão é a que deve ficar?
Quando é boa, tudo bem, mas e quando não é?
Imagino que tenha sido alguém que se julgue acima do bem e do mal.
Que coisa mais antiga, velha, bolorenta.
Talvez ainda seja válido para entrevista de emprego, mas não para a vida.
Ah! como é doce analisar as pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Amargo é refletir sobre minhas próprias dificuldades, fragilidades, debilidades e imbecilidades, dades...dades...dades...
É fácil julgar, leva pouco tempo.
Difícil é ser justo na primeira impressão e antes que a pessoa se vá.
E além do mais, ninguém é grande o suficiente para ser tão intolerante.
Maldito clichê!
Quantas pessoas especiais posso ter perdido, apenas porque no momento em que as encontrei, elas não estavam em seus melhores momentos.
Quantas coisas deixei de conhecer, experimentar, apenas porque no momento em que tive contato com elas, eu, não estava no meu melhor momento.
Tenho pena de só ter pensado nisso hoje.
Tenho sorte de ter pensado.



segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Gatos do mesmo baláio




Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ….
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinícius de Moraes
( Encontrar amigos pode ser uma sorte... Cuidar da amizade só pode ser uma arte...)
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domingo, 17 de agosto de 2008

Klein, o schnauzer mais amado do mundo.


Se eu pintar o meu cachorro
exatamente como ele é,
terei no máximo dois cachorros.
Isso não é uma obra de arte.
Mas ele não é lindo?

sábado, 16 de agosto de 2008

Palavras ao vento


http://br.youtube.com/watch?v=6XD1hV5ObHA


Este texto, atribuido a um conhecido apresentador global, é na verdade, de Adriana Falcão - Pequeno Dicionario de Palavras ao vento. O vídeo conta com o auxílio luxuoso da interpretaçao de Lazaro Ramos

Adriana Falcão nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criada em Recife. Seu primeiro livro, voltado para o público infantil, "Mania de Explicação" , teve duas indicações para o Prêmio Jabuti/2001 e recebeu o Prêmio Ofélia Fontes - "O Melhor para a Criança"/2001, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2002, publicou "Luna Clara & Apolo Onze" , seu primeiro romance juvenil. Seu romance "A Máquina" foi levado aos palcos por João Falcão. Na televisão, Adriana colaborou como roteirista em vários episódios de "A Comédia da Vida Privada", "Brasil Legal" e "A grande família" e "Mulher", todos da Rede Globo. Adaptou, com Guel Arraes, "O Auto da Compadecida" , de Ariano Suassuna, para a TV, posteriormente levado ao cinema. Seu livro "O doido da garrafa" , Editora Planeta do Brasil - São Paulo, lançado em abril/2003, contém pequenos contos publicados na revista "Veja Rio" no período de 2001 a 2003.

Justiça seja feita!

E ainda...
Tomo emprestado da Adriana:
"Desculpa é uma palavra que pretende ser um beijo"
( mas que as vezes não acontece)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Hoje o sol não apareceu

...
Não ha cor nem poesia nesta sexta-feira.
Acontece...!
...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Pode alguém dar mais do que possui?


Ó Deus Altíssimo!

Três coisas eu Te dei:

Amor, lealdade e esforço;

E nisso eu não falhei.

Porém, ó Bem-Amado,

Quantos pecados se entramaram

Em meus esforços!

Quanta indignidade mesclada

Em cada átomo do meu amor!

Que pobre a lealdade

Dada com toda a afeição que eu tinha!

Mas, pode alguém dar mais

Do que aquilo que possui?

Cada flor desabrocha

Conforme a sua natureza

Cada lâmpada brilha

Sua própria medida de óleo.

Ah, fosse eu de melhor natureza

E o tesouro à Tua porta

Seria de jóias com brilho de estrelas!

Como uma criança que brinca

Ao lado da vastidão do oceano

E que reúne suas conchas e seixos

Sua pequena loja

No encontro das ondas com a praia

E traz esse brinde de bugigangas

Para o colo de sua mãe,

Assim eu trouxe a Ti

Tudo o que eu tinha!

Ó Deus aceita-o

Em tua Graça

Perdoa Tua filha

E toma-a nos teus braços!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Estás deprimido?



Não estás deprimido, estás distraído ……Distraído em relação à vida que te preenche,
Distraído em relação à vida que te rodeia,
Golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo.
Além de tudo, não é assim tão ruim viver só.
Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me… o que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído. Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado.
Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma.
Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas… alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições.
Não perdeste coisa alguma: Aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção. E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte… Apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, Santo Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz.
Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida, a mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu.
Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te : “Amarás ao próximo como a ti mesmo”.
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)… Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido… portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.
Não estás deprimido, estás desocupado.Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas. O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.
Vale a pena, não é mesmo?.
Se Deus possuísse uma geladeira, teria a tua foto pregada nela.
Se ele possuísse uma carteira, tua foto estaria nela.
Ele te envia flores a cada primavera.
Ele te envia um amanhecer a cada manhã.
Cada vez que desejas falar, Ele te escuta. Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, mas escolheu o teu coração. Encara, amigo, Ele está louco por ti!
Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém Ele prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e luz para o caminho.
Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir.
Facundo Cabral

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Poeminha


Quando distante se põe o sol
Põe-se a suspirar o girasol




Quando aparece a lua formosa
Põe-se a suspirar a rosa



Quando das nuvens chove a vida
Põe-se a suspirar a margarida



E mesmo quando tudo está sem jeito
Põe-se a suspirar o amor-perfeito



É que as flores sempre lembram

Das coisas que a gente esquece


O menino que escreveu este poema, hoje é um homem, e dos bons!
Ou será que ele ja era um homem dos bons, quando escreveu este poema?
Bem... deixo aqui todas essas flores, para todos os meninos e meninas que passarem por aqui, nesta abençoada, ensolarada e inusitada terça-feira.



segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Leãozinho



Mais um ano na história da nossa eternidade.
Que história linda a nossa!
No começo... era tu e eu
Tu dentro de mim
Tu nos meus braços
Dos meus braços para a rua
Rua que levou-te para uma terra distante
Mais um ano percorrendo as pequenas distâncias
Do bem-querer
Do amar incondicional
Mais um ano de afeição e doçura
De carinho e ternura
Hoje eu cruzo mares e montanhas a tua procura
Com meu olhar ceguinho de saudade
E encontro o teu...
Que é o olhar mais doce e meigo que eu conheço
Que posso oferecer-te nesse dia?
Que ainda queres ou precisas tu de mim?
Resta-me apenas um abraço e uma prece
Colhidos no coração do meu coração
E até que nos encontremos novamente
Possa o vento soprar forte as tuas costas
Possa o sol brilhar quente em tua face
Possa a estrada abrir-se larga a tua frente
Possa Deus guardar-te amorosamente na palma de Sua mão.




Insonia?


Poucas coisas me tiram o sono:
Um trabalho estimulante, uma conversa animada, um homem interessante e uma boa batucada.
De resto: As tristezas, as desilusões, as coisas em que eu não posso interferir, as preocupações, o desamor, e as dores de cabeça, me dão um sono danado.




domingo, 10 de agosto de 2008

O dia dos pais


Inventaram de inventar que precisava existir um dia para os namorados outro para as mães e outro para os pais. Colocando nessa ordem até que a coisa faz sentido. Um casal namora, depois ela fica mãe e nove meses depois ele fica pai. O dia dos namorados eu ate que entendo bem que precisava existir. As vezes o namoro fica tão devagar que é preciso uma campanha nacional para reaquecer a relação. Mas francamente nunca entendi essa do dia das mães e dos pais. Tanto que no ano passado aconteceu uma coisa engraçada: Numa manhã de domingo um dos meus filhos me ligou bem cedinho e começou a falar de amor, das minhas qualidades uma por uma, de orgulho, de gratidão. Tinha um tom emocionado na voz que incomodada, me fez interromper:

-Filho! não to entendendo... você por acaso nesta noite sonhou que eu morri?

-Eita mãe, se liga! hoje é segundo domingo de maio...

-Ah!

Mas como eu ia dizendo, não entendo que precise existir um dia pra dizer "Eu te amo" para alguém que está ali todos os dias, dando o que tem e o que não tem. Nunca fiquei esperando por um domingo para me sentir amada. Dizem que fui pai e mãe, mas isso não é verdade. Fui só mãe, mãezinha e mãezona e nunca ninguém esqueceu disso. Tampouco meu pai ficou esperando por um outro domingo pra ter a certeza do meu amor. Aliás, duvido que ele vá passar esse dia em casa, esperando que eu ligue, porque liguei ontem, anteontem e provavelmente vá ligar amanha, talvez não.

Ou será que esse dia foi inventado por outros motivos?...

Será que foi pra fazer com que algumas mães e alguns pais meio esquecidos, lembrassem dos filhos que puseram no mundo?

Aí para mim, a coisa começa a fazer mais sentido...

Hoje é o dia dos pais. Porem a inspiração que me faz debruçar sobre esse tema não provem do fato em si e nem é razão de comemorações. O motivo esta num hospital bem longe daqui, onde um pai luta sozinho pela saúde de seu filho e esta lá, pra o que der e vier e disposto a tudo para que ele tenha um lugar seguro nesse mundo. Peço licença portanto à quem não tem nada com isso, para dedicar este post exclusivamente a esse Homem e a esse bebezinho. Eles se chamam, Pai e Filho. Gostaria que eles se sentissem dentro de um longo abraço e queria dizer outras tantas coisas tambem...Mas essas, ficam para um outro post que vai direto para o céu...
Ps: Pai, se você passar por aqui... Feliz dia dos pais, tá!




sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O detalhe que fez toda a diferença...

Em 1993 desembarquei em Paris com um francês preso na garganta, um queixo tremendo de frio, um coração cheio de esperança e meu trabalho debaixo do braço.
No aeroporto dois amigos me aguardavam. Um francês que morou muitos anos no Brasil e um brasileiro que já morava na França há outros tantos e essa era toda a referência de aconchego que sentia, diante do desconforto do desconhecido. Mas isso não durou muito... Passamos aquela tarde passeando num Honda vermelho, fazendo um tour por toda a cidade. Ao anoitecer assisti o espetáculo que é estar na Champs Elysées no momento em que as luzes se acendem (!!!) No dia seguinte me ensinaram comprar bilhetes no metrô, me deram um guia e uma bússola, uma lista de endereços interessantes e a chave da casa. Um partiu para Tokio, outro par Banckok e eu passei dois dias dentro de casa tentando assistir televisão, comendo baguet com queijo roquefort que eram as únicas coisas que eu sabia comprar com segurança. Na rua, 8 graus a baixo de zero. Uma vontade irresistível de ficar dentro de casa esperando o verão e meus amigos voltarem. O único lugar que eu sabia ir sem dificuldades era ao aeroporto... Mas, não sei como... eu afinal estava em Paris e tinha que ir a luta. Comecei por realizar o grande sonho que era conhecer a boutique H Dupont, loja da fábrica da melhor tinta pra seda do mundo! Paguei um mico legal, minha emoção ao entrar naquela loja, escorria por debaixo dos óculos escuros. Estava diante de tantas coisas imprescindíveis para minha felicidade. Materias que eu só conhecia pelas revistas, instrumentos perfeitos e tão superiores aos que eu inventava para conseguir os mesmos resultados mas meus francos... tão parcos. Mesmo assim, pedia para ver tudo apesar da ma vontade tipicamente francesa de atender.
Por uma dessas coincidências que de coincidência nada tem, estava também visitando a loja uma Angolana/Francesa que falava um pouco de português (Deus é bom!) e apaixonada também pela pintura em seda. Começamos a trocar nossas experiências, ela tinha alguns trabalhos que me mostrou e eu tinha esse, da foto aí em cima, que na verdade é apenas um recorte de uma cena bem mais ampla. Ela ficou muito impressionada por um detalhe, um filete preto que contorna as figuras e que era impossível de se obter na seda, por uma questão técnica que não vem ao caso explicar aqui. Ela pediu para mostrar ao gerente antipático o meu trabalho. Ficaram ali dissecando a minha pintura por uns 15 minutos sem eu entender direito o que estavam falando. Depois disso recebi o primeiro sorriso francês da minha vida e um pedido para encaminhar o trabalho para a apreciação do dono da fabrica. Insegura... consenti.
Voltei lá dois dias depois, ansiosa para resgatar meu "paninho". Ah! convoquei a amiga angolana para ir comigo, claro! para encurtar esta historia, que isso não pretende ser uma biografia, encontrei o tal gerente muito mais simpático que me entregou uma carta do Monsieur Yard, o diretor da fabrica, me convidando para conhecer a industria em Saint Nazaire, (uma região linda por sinal) onde recebi por 15 dias todo o apoio técnico que precisava para poder trabalhar com a nova tinta e todos os materiais que meu dinheiro não podia comprar, tudo isso em troca de ensinar a fazer aquele filetinho.
No ano seguinte patrocinaram uma exposição em Paris, na artès galerie onde acabei levando o prêmio de melhor trabalho e nos anos seguintes, mesmo estando de volta ao Brasil, muitas vezes me apoiaram.
Mas o mais interessante dessa história na minha opinião, tem um fundo filosófico. O descaminho. Que quando sabemos trilhar, pode nos levar a "encontrar lugares surpreendentes". Essa técnica que me rendeu todas essas oportunidades, na verdade nasceu também de um erro. Quando morava em Lisboa, me sustentava com a produção e venda de lenços e gravatas para alguns políticos mais arrojados. Uma coleção inteira se perdeu naquele bendito processo de fixação que já contei no post do peixinho. A técnica do filete nasceu da necessidade e da intenção apenas de salvar aquelas gravatas e acabou por enriquecer e modificar todo o resultado. Não perdi nenhuma, além disso aumentei o preço e ninguém reclamou.
Et vive la différence!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bate outra vez...


O que há em mim é sobretudo amor.
Ele é o senhor das minhas horas.
Ele andou riscando meu rosto com uma navalha fina, sem pressa, sem rancor.
Disso dão testemunho minhas cicatrizes
Umas por amor aos meninos
Outras por amor a arte
Outras pelo amor que eu não achei.
Amor! Não me deixe voltar frustrada de tua porta
Vai dizer a esse destino que insiste em ser destino
Que eu insisto, persisto...não desisto.



terça-feira, 5 de agosto de 2008

Onde é que ha gente no mundo?


Para quem como eu está "farto de Semideuses"





Poema em Linha Reta - Fernando Pessoa

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ultima exposição







Nuno Damas - diretor do Centro Cultural Casa Majdam

Uma construção integrada à mata atlântica, aberta e acolhedora, levantada à propósito para quem ama a beleza, a arte, a música e o silêncio. Noite feliz...muito feliz!


domingo, 3 de agosto de 2008

Aquarela


Deve ser amor, quando, da vida... do passado, do presente e do futuro de uma pessoa, a gente quer tanto o melhor quanto o pior. Esta é a minha medida do amor. Se assim não for, bastará um pouco de luz para ver que tudo não passa de uma paisagem, uma aquarela pendurada perto da janela...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Eu pinto...

Amar é preciso para pintar...







Ser amada...Nem tanto!






Coração Valente

Todos os dias, todos mesmo, eu recebo de alguém um elogio sobre os colares e brincos que eu carrego. Até os homens, que normalmente se detém mais a colos do que a colares, frequentemente se prestam a comentários sobre a beleza e originalidade das minhas peças. Tudo o que eu carrego com vaidade e com orgulho, nasce nas mãos de Ivone Baron que é uma artista e das boas! Daquela que se compromete mesmo com a coisa. Que trabalha mais do que aguenta, que tem crise criativa e sofre, mas que depois da crise, CRIA e o resultado disso...é isso!

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