terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Mudança
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Tempo
terça-feira, 7 de julho de 2009
Hoje to assim

Mais atrapalhada que cego em tiroteio...
Mais ansiosa que anão em comício...
Mais perdida que cebola em salada de frutas...
Mais assustada que cusco em canoa...
Mais vagarosa que tropeiro de lesma...
Apagada como fogão de tapera...
Extraviada como chinelo de bêbado...
Me sentindo solita como galinha em gaiola de engorde...
É que ficar longe do meu bem é mais difícil que nadar de poncho e dormir de espora sem rasgar lençol.
(expressões bem gauchescas a la Gislaine Marques do Caixa de Gis. Como somos amigas e eu sou catarinense, portanto quase gaucha, me arrisco a usa-las sem autorização)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Lua Nova na FLIP

Neste ano a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) homenageia Manoel Bandeira.
Abaixo, o meu poema preferido, hoje mais do que ontem.
Explico:
Eu tambem moro em frente ao aeroporto e preciso aprender a partir,
por uma necessidade urgente de lua nova
Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.
Hei de aprender com ele
a partir de uma vez
sem medo,
sem remorso,
sem saudade.
Não pensem que estou aguardando a lua cheia
esse sol da demência
vaga e noctâmbula.
O que mais quero,
o de que preciso
é de lua nova.
Manoel Bandeira
terça-feira, 30 de junho de 2009
Frustração
domingo, 28 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Tempo
terça-feira, 23 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Jornalismo e a polêmica decisão do STF

Quando da decisão do Supremo com respeito ao diploma de jornalismo, expressei a meu filho, que é jornalista, minha inquietação. Compartilho a matéria publicada por ele em resposta as minhas indagações
Filho
Quanto mais eu leio…
Menos eu entendo.
Por favor tome um tempinho para me esclarecer sobre a decisão do Supremo.
Beijo da mãe preocupada
Oi mãe,
Se há uma coisa que se pode afirmar com certeza nessa história toda do diploma de jornalismo é que você está mais preocupada com ela do que eu. Fora isso, há muito mais dúvidas que certeza. Mas, é claro, se você falar com um jornalista a respeito, vai ouvir assim, de forma segura e contundente, um “sou contra” ou um “sou a favor”. Os jornalistas, mãe, acostumaram-se com a equivocada idéia de que as histórias tem apenas dois lados e repetem isso num maniqueísmo adestrado.
Se eu ainda não falei isso a você, falo agora: a última coisa que você deve fazer para entender algo é começar a ler mais e mais sobre esse algo. Informação é como Mc Donnalds, tudo mundo sabe disso! Você se empanturra [promoção número 4 com batata grande + mcduplo + torta de maça + casquinha mista], dali a uma hora passa mal e dali a duas tem a sensação de que não comeu nada. Ainda mais na internet: [excesso de informação] = [mesma informação] = [nenhuma compreensão]. Daí porque deve mesmo ser verdade que quanto você mais lê, menos entende. Mas não se preocupe – há mais semelhanças entre você e um jornalista do que a possibilidade de exercer sem diploma a profissão.
Diploma?
Cá entre nós, se eu tivesse que ser assim também e marcar um X sobre uma das duas opções, eu votaria com o pessoal que é a favor apenas pela ideia de respaldo jurídico que o diploma ainda dava aos jornalistas. Mas, de fato, acho intrinsecamente infrutífera toda a discussão em torno do tema. Ela é como uma piscina de plástico montada no quintal em dias de verão. Entretém, ajuda o calor passar, mas não finda a estação.
Há um oceano de problemas mais cruciais que os jornalistas de verdade, com ou sem diploma, devem enfrentar se quiserem cumprir com responsabilidades esquecidas, reescrever sonhos apagados, resgatar romantismos perdidos, reposicionar funções deturpadas e remoldar ideais derretidos por esse calor do dia.
A favor do diploma:
É bem verdade que você vai encontrar mais gente a favor do diploma e contra a decisão do STF. Convenhamos, os nossos ministros, em nome da liberdade constitucional de expressão, rebaixaram a profissão de milhares de egos a um oficiozinho possível a qualquer um. Os jornalistas estão putos da vida porque agora não detêm mais aquele quê de exclusividade no acesso e na transmissão da informação e, se já era difícil para eles admitir tomar um furo de reportagem do concorrente (uma daquelas vaidades bobas que a idade deveria dar conta), quanto mais o será tomá-lo de alguém que tem um diploma de verdade ou de quem sequer tem um.
Pensemos: num mundo em que o capital estabelece as suas lógicas, tirar de uma classe de trabalhadores a pseudo segurança da reserva de mercado que os anos de faculdade deram a ela é como uma castração da identidade que estabelece sua função sócio-política. Quem são os jornalistas hoje? Olhe para o lado e você verá um, a lógica que se sustenta na decisão do Supremo.
Porém, é claro que os que são a favor não gostam de falar em reserva de mercado. Afinal, eles não estão preocupados apenas com os próprios empregos e com outros detalhes menores, mas sim com o futuro do jornalismo. Tanto é que eu recebi esse e-mail abaixo:
Protestos de estudantes e jornalistas contra a decisão do STF
Diretórios acadêmicos de várias faculdades de Jornalismo e Regionais do Sindicato estão convocando estudantes e jornalistas para uma manifestação de protesto na Capital e no Interior contra a decisão do STF, que extinguiu a obrigatoriedade do diploma universitário para exercício da profissão.
É impressão minha, ou os protestos deviam acontecer antes da decisão ter sido tomada?
Contra o diploma:
Uma minoria de jornalistas vota com o relator e presidente do STF, Gilmar Mendes.
A defesa da ideia de liberdade de expressão para acabar com o diploma parece ter cativado os corações. Mas, não nos enganemos. Ela é de fato só uma ideia se temos no país uma única corporação de mídia dominando bem mais da metade de toda a verba publicitária nacional em tv aberta e a cabo, no rádio, no jornal, na internet e agora também no celular. Os entusiastas da internet, blogs e redes sociais, como eu e você, dizem que ela veio para gerar democracia. Qualquer um fala… mas, alguém ouve? Em uma ainda pseudo liberdade de expressão online (e offline), o fim do diploma não garante nada.
Porém, o simbólico tem o seu papel a desempenhar. E os contra-diploma bem tomam a decisão do Supremo como uma espécie de redenção coletiva, como se agora tudo fosse mudar ou estivesse prestes a – as faculdades particulares deixarão de ser tão medíocres, as públicas abandonarão tanta cretinice teórica, os jornalistas serão mais conscientes de seu papel, as linhas editoriais dos jornais serão mais responsáveis, e até o leitor (que também é jornalista) passará a saber o que é bom e o que é mau, consumindo informação de maneira mais responsável.
Gilmar Mendes é uma espécie de santo missionário que falando em parábolas, comparou os jornalistas aos cozinheiros e fez a luz.
Valendo-me da promoção à jornalista que o ilustríssimo presidente do Supremo, a mim também concedeu, deixo aqui um pensamento simples...ou simplista se preferirem os meus caros leitores:
Um título, para que seja respeitado, ao meu ver carece de largas justificativas. Um curso de formação superior com formação de fato superior é no mínimo um bom começo. Mas o que esperar de um país cujo presidente é formado apenas na tal universidade da vida?
Assim sendo, resto-me aqui com minhas tintas. Sou artista plástica e posso garantir isso!
sábado, 13 de junho de 2009
Sobre o Amor
quinta-feira, 11 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Quando a arte cumpre seu papel
Havia muito tempo que eu não assistia um filme tão bom e na hora exata em que eu precisava dele. Quem não viu que não perca, é um primor em quase todos os aspectos. Quem já viu que não esqueça de ver de novo, especialmente num dia em que estiver sofrendo por coisas que perdeu ou que deixou de ganhar.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Virtude x Virtual

"Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto, a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente,robôs, escravos do modernismo, ignorantes que estão vivendo, uma triste situação humana! Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? ao sair de casa encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã… 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, natação', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!"Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a inteligência emocional.
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual e é muito seguro, não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se tudo no mouse. Trancado em seu escritorio um executivo pode ter uma namorada numa cidade distante, sem o compromisso de estar ali quando ela precisa dele, basta clicar offline. Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais, eticamente virtuais…A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções - é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então,é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, falta de estresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático'. Diante dos olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz'".
sábado, 23 de maio de 2009
A presença de Deus

Este é o templo da Índia em Nova Delhi. Sua arquitetura simboliza uma flor de lotus. Os templos Bahá'ís tem nove entradas, cada um, pela simbologia da estrela e de que o número nove é o maior dígito, o número da perfeição. Assim conhecidos como Casas de Adoração pelos bahá'ís, esses templos são construídos unicamente para a realização de reuniões de orações. Não havendo nenhuma espécie de culto, é permitido a livre entrada de pessoas de todas as religiões. Lá, cada indivíduo é incentivado a recitar as palavras reveladas por Deus, sejam estas de Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Cristo, Maomé, Báb ou Bahá'u'lláh. Os templos bahá'ís simbolizam a Unidade de Deus, Unidade de todos os Seus profetas e Unidade da Humanidade.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Candombe
Nesta apresentação na Casa de Cultura o grupo nos faz uma homenagem com toques de baião
Aumente o som, deixe-se envolver e depois me diga: não é muito "barulho" pra pouco tambor?
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Feliz quarta-feira
Hoje terminei um trabalho que eu adorei fazer. Uma reforminha nos banheiros de um certo bar... Gostei tanto que levei o dobro do tempo previsto. Recebi meu dinheiro antes do combinado. Paguei meu aluguel, fui ao supermercado buscar ingredientes para uma sopa nutritiva e enquanto ela cozinha la na panela, um violeiro toca e canta canciónes de esperanza e amor.
Ah! que vida tão querida!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Muito Obrigada!

Quando decidi escrever num blog, fui avisada de que isso nem sempre é uma rua de mão dupla. Que na maioria das vezes é um grito sem eco, portanto nunca imaginei que em menos de um ano, recebesse 10.000 visitas. Como não imaginava também, conhecer tanta gente interessante e receber tanto carinho. São as surpresas da vida de quem se arrisca um pouco.
Para uma edição comemorativa, resgatei três posts la do começo, que considero como textos relevantes para quem tem a paciência e o interesse por essa minha vida de artista.
Fica aqui a expressão da minha alegria e um abraço dos meus...
Começando pelo começo



O bicho-da-seda é a larva de uma mariposa. Quando nasce mede cerca de 2,5 mm de comprimento. Durante 42 dias alimenta-se sem parar, de folhas de amoreira e sofre quatro metamorfoses.
Quando atinge o tamanho de 5cm, começa então a tecer um casulo branco e brilhante, composto por um único fio. Com um movimento geométrico infinito, em torno de seu próprio corpo, após três dias de trabalho, estará envolta em um casulo confeccionado por um fio de aproximadamente 1200 metros. Se for deixada em paz... Em 12 dias se transformará numa borboleta.
Com esses fios, há quase três décadas, ando tecendo a minha história. Por um desejo simples, desprovido de maiores intenções, eis aqui um espaço onde me proponho a compartilhar minha trajetória e falar livremente sobre todo tipo de arte, incluindo a arte de viver.
Bem-vindos ao meu mundo, onde nem tudo é sempre colorido, transparente, leve, mas que guarda em si, todas essas possibilidades...
O Chamado

Rosane Queiroz nas dunas - foto Iara Venanzi
A idéia descabelada de eu ter um blog, nasceu na cabeça da Rosane Queiroz, editora de comportamento da revista Marie Claire, também autora de dois blogs, o Garotas de segunda (que é coisa de primeira) e o Miojo ( que é uma delícia). Como eu, ela é tão chegada numa conversa de botequim, que o marido até tem um e como ele também é meu amigo, não vai se importar por eu tratar assim, o charmozérrimo Che Bar de Paraty, onde num fim de noite, já na porta a sair, ela questionou sobre a certeza da profissão.
Naquela ocasião, pelo adiantado da hora, dei uma resposta curta. Depois ela abriu esse questionamento no Miojo ("O chamado") onde deixei um breve comentário, mas penso que o assunto merece mais. Agora eu tenho esse espaço e se você tem tempo...
Uma escolha que deveria ser natural acaba por ser uma das decisões mais angustiantes que uma pessoa tem que tomar. Uma aflição comum aos jovens vestibulandos que acaba se estendendo a veteranos e até a profissionais bem colocados no mercado de trabalho. Os testes vocacionais podem auxiliar nessa escolha, mas eu nunca vi um resultado que garantisse sucesso e felicidade pra ninguém. Parece que descobrir nossa vocação não basta, às vezes até complica mais, porque ninguém vem ao mundo com apenas uma. Esses testes poderiam antes de revelar aptidões, conduzir o indivíduo a criar uma lista de motivos. Sem saber por que e para que, uma pessoa quer ser alguma coisa, fica difícil descobrir que coisa é essa. Elaborar essa ordem de valores implica em coragem, honestidade e respeito consigo mesmo. Isso admito, não é tarefa fácil, visto que somos influenciados pelo capitalismo, que cria a todo o momento "necessidades", para depois satisfazê-las. Que somos uma civilização do imediato, em que só fomos treinados para valorizar os resultados e nunca os processos. Alem disso nos perdemos entre duas crenças opostas e igualmente distorcidas: Por um lado, uma cultura antiga que evoca o dever e depois, bem depois, o prazer. Se não tiver prazer, não tem problema, contanto que cumpra o dever, ou seja: desvincula trabalho, de satisfação, para associá-lo a sofrimento e ainda incute a idéia de que isso enobrece o homem. Por outro lado há uma massa que nega isso tudo e que se alimenta do que é fácil, esperto, lucrativo ou rápido. Os primeiros passam a vida arrastando correntes sem saber ao certo, se sentem orgulho ou pena de si mesmos. Os outros passam a vida tentando encontrar um jeito de conseguir mais dinheiro e de se aposentar mais cedo pra depois não fazer mais nada. Eu também fui vítima de uma dessas mentiras. A imensa culpa que sentia pelo prazer que as tintas me proporcionavam, enquanto minha mãe amargava e exauria à beira de um tacho de doce, me impediu por muito tempo, de pendurar o meu nome na placa. Levei anos para entender a arte como minha profissão (ainda que não passasse nem um dia sem um traço) e outros tantos para ser minimamente entendida.
Aos que encontram um caminho de satisfação, sucesso e certeza, resta então a justificativa do destino, do privilégio, da sorte? Não creio! Não pode ser assim! Não posso acreditar que as possibilidades foram sorteadas ou que uma pequena minoria, que porventura tenha feito algo que agradou profundamente a Deus, tenha sido chamada a ocupar cargos de felicidade.Creio que vocação vem de outros domínios... Mas a escolha é responsabilidade nossa e precisa ser correspondente à escala de valores de cada um. No meu caso, foi a clareza dos meus desejos e motivos o que definiu meu caminho. Ansiava um trabalho que tivesse um grande diferencial, algo muito especializado. Algo que me desse imenso prazer e senso de realização.Uma profissão que me ajudasse evoluir espiritualmente. Claro, havia outros motivos que ao longo do tempo foram trocando de posição na escala e até caindo fora. Porém o que era essencial sempre esteve no topo. Costumo dizer que eu não tenho a arte, ela é que me tem e não me larga e que vim ao mundo para pintar seda. Mas isso é apenas uma forma de dizer que estou entregue no caminho que eu escolhi. O que me orienta não é a arte ou a pintura em seda. O que me orienta antes de tudo, é a coerência entre o motivo, a arte e a seda. Tendo uma escala de valores e para as artes plásticas, vocação evidente, não foi difícil reconhecer o silêncio e a solidão de um atelier, como ambiente propício para a para minha evolução. Também não é de se surpreender que uma pessoa com as minhas pretensões tivesse inventado de pintar justamente seda, num tempo em que nesse país a única coisa nacional que havia, era a água para lavar os pincéis. "Sobre a seda me faço, me desfaço e me refaço" não é apenas uma licença poética. É na verdade a principal razão que eu tenho para pintar...
Acredito que as pessoas que não têm dúvidas sobre o caminho que seguem, são aquelas que conscientemente ou não, estão vivendo de acordo com seus valores, sejam eles quais forem.
Não posso sequer imaginar minha vida, exercendo uma profissão que eu não adorasse, em troca apenas do dito “pão nosso de cada dia”, como infelizmente é o caso da maioria. Reconheço a falta de oportunidades, a injustiça social e isso me dói. Mas a resignação das pessoas a esse sistema capitalista que pode levar à "falência" qualquer ser humano e a desperdiçar talentos que poderiam trazer tanto crescimento pessoal e fazer o mundo tão melhor, me dói muito mais. Alem disso, creio que o que eleva a condição humana, justifica a vida e traz felicidade, não seja o trabalho e sim o Serviço. Lembrando que trabalho é apenas um empenho de quem pretende algo, independente da natureza de seus propósitos e que Serviço é o trabalho de quem deseja fazer uma diferença, contribuir, crescer, aperfeiçoar, transformar, ter justamente, serventia no mundo, ser reconhecido e remunerado proporcionalmente aos seus esforços e a seu comprometimento.
E você, ainda não tem certeza?
Cala o mundo que o coração grita. Ah! Como grita!
Ps: Esse é um espaço de livre pensar, deixe seu comentário, conte sua experiência, discorde, acrescente.
O "imprescindível" currículo

Para a maioria das pessoas que quer saber, limito a dizer que: Desenhei e pintei desde a infância e tive uma formação não acadêmica quando trabalhei para uma industria têxtil, a "Artex" em Blumenau-SC. Daí desenhei para todo tipo de estamparia daquela região, especialmente cama-mesa-banho, até descobrir a bendita seda pura que me levou à Europa em busca de aperfeiçoamento técnico. Trabalhei para Instituto Português do Patrimônio em Lisboa e para Louis Fèrraud em Paris onde também recebi um prêmio de pintura em seda pela Artès Galerie. Na volta, trabalhei para Clodovil Hernandez,Isabel Cristina Gonçalves, Das Lu entre outros tantos estilistas e Griffes de São Paulo e Rio. Criei tecidos para atender projetos de arquitetos de interiores até chegar na cenografia e figurino da TV Globo, com destaque para a novela "O Clone" onde todas as sedas do núcleo marroquino, cenário e figurino, foram pintadas em meu atelier. Atualmente, além de continuar atendendo à moda e decoração, cenografia e figurino de TV e teatro, desenvolvo um trabalho de arte pura utilizando sempre a seda como suporte e blá, blá, blá...
Quem me conhece, sabe o quanto detesto fornecer o currículo. Penso que se uma obra não se garante por si mesma, nada e ninguém irá justifica-la. Sei que meu currículo já é respeitável. Sei que posso inclusive, estar conquistando o seu respeito e sua admiração, nesse exato momento. Se assim vier a acontecer, que não seja pelo texto acima. Antes seja pelo texto que seguira abaixo... por tempo indeterminado, a partir de agora.
Quando decidi ir para dentro da minha casa pintar seda eu não tinha muito, além de um desejo inabdicável de pintar seda. Naquela época, no Brasil não havia nada, nem grandes referências de pintura, tampouco materiais para tanto. Comecei com um kit trazido da Inglaterra por uma amiga, que claro, só serviu para apontar o caminho. De lá pra cá, salvo o tempo que vivi na Europa, minha vida se tornou uma busca incessante por obter os recursos para trabalhar bem, e isso vai muito alem desse breve comentário... Há muito pouco tempo, disponho aqui de tintas e materiais complementares. Foi só quando uma outra "louca" chamada Denize Meneguello, teve a ousadia de montar neste país, uma loja com produtos de qualidade para pintura sobre seda, que minha vida ficou mais fácil.
O trabalho acima foi realizado ainda em tempos de seca e eu gosto muito de contar sua história: É fácil deduzir que um artista que vive do seu trabalho, entretanto não dispõe de materiais acessíveis para trabalhar, não trabalhe. E que por consequência não tenha recursos financeiros para viver, que dirá, para importar suas tintas. Num dia, desses em que a gente está quase por desistir, por cansaço e por descrença, eu tomei meu único meio metro de seda, mais as gotas de tinta que havia e pintei esse peixinho aí em cima, com cara de quem não tem nada com isso. O corante para seda, depende de um processo de fixação à vapor que é o desespero de quem pinta. Um sofrimento parecido com o dos ceramistas que metem a peça no forno e ficam do lado de fora rezando para ela não se partir. Justamente nesse dia eu esqueci de rezar. Quando tirei a seda do vaporizador ela estava com as manchas d'água que danificam todo o resultado. Desolada, passei a desfiar a seda numa atitude de quem destrói. Não havia mais nada a fazer. Escrevi no meu diario a seguinte frase: "E do sonho de seda pura, só restaram alguns fiapos". No meio da noite, ao retornar atelier, percebi que a retirada dos fios horizontais, alem de disfarçar as imperfeições, dava um movimento e criava um efeito tridimensional fantástico. Acabava de descobrir uma nova e maravilhosa forma de me expressar que imediatamente foi aceita pelo arquiteto João Armentano e que me rendeu recursos para prosseguir e alcançar outros espaços importantes. A partir disso, ja não bastava pintar, era necessário desfiar a seda e isso requeria tempo e paciência. Assim, a nova descoberta acabou rendendo trabalho para outras mãos habilidosas que também não tinham acesso a muito nessa vida...
Com "aqueles fiapos" que me restaram passei a tecer uma nova historia. O que de melhor e de mais autêntico eu produzi nesses tantos anos, nasceu sempre do erro e do descaminho. Creio que está tudo certo, mesmo quando eu penso que não está...
quarta-feira, 6 de maio de 2009

Poema do amigo aprendiz
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
Sigo...
domingo, 3 de maio de 2009
Eu vou, ele vai, nós vamos
"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais"
Eu vou. Eu não tenho medo das mudanças. Eu não tenho medo do silêncio.
Eu vou virar bicho da seda de vez, porque bicho da seda é antes de tudo
Bicho do mato
Eu vou!
sexta-feira, 1 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Para ser grande

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive".
"Se planejamos para um ano, plantemos cereais.
Se planejamos para uma década, plantemos árvores.
Se planejamos para uma vida, tratemos de educar o homem"
terça-feira, 7 de abril de 2009
Almofada para leitura


Ta bem, não é novidade mas essa é a minha versão da almofada de leitura, que serve também para apoiar um lanchinho na frente da tv, para o notebook, para manicure, para escrever, para pintar, para o que a gente inventar que precise de uma mesinha portátil.
Gostou?
Eu não vivo sem a minha!
Clique na foto que ela cresce
Uma pausa para leitura
Clique na foto que ela cresce
Ou...
Uma pausa na leitura
Para ambos os casos, deixo aqui os novos marcadores de livro.
Feitos em seda pintada, fixada sobre papel especial
Quem vai querer?
Só R$ 8,00 por uma pequena obra de arte.
sexta-feira, 13 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Mulheres de Paraty II
Nova edição do "Mulheres de Paraty" desta vez no Banco do Brasil agência Paraty.
Inaugurou hoje, com um delicioso café da manhã, a mostra em comemoração ao dia da mulher.
E lá vou eu mais uma vez, feliz com a vida que escolhi e com o que a vida tem me oferecido.
O gato da foto veio assim: A vida me ofereceu... e eu aceitei... Claro! Mas isso é assunto para um outro post...talvez para um livro sobre a minha busca do amor, finalizando com o amor desse homem: Um amor tardio que entrou nos meus ossos e que anda comigo.
(Depois eu explico o que isso tem a ver com arte e com mulher de Paraty).
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Diálogo
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Pendura aí
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Eu gosto de estar junto a natureza porque sinto constantemente a presença de Deus.
Eu gosto de ter um filho por perto porque sinto constantetemente a graça de Deus.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Vassourinha Mágica
Isso começou assim:
Eu tinha uma vassourinha para recolher as migalhas de pão que caem sobre a mesa. Mas a Tadinha, era velha e feia, porém ainda muito eficiente. Por conta de uma certa gratidão, resolvi dar-lhe uma roupinha nova. Eis que a Tadinha virou foco dos olhares e da cobiça. Todo mundo queria levar a tadinha embora a qualquer preço.
Para resolver a situação decidi percorrer as lojas da cidade recolhendo suas irmãs, empoeiradas e pálidas a espera de um sopro de vida.
Agora todo mundo pode ter uma vassourinha alegre como uma manhã de sol, inclusive você. Por apenas 20,00+frete ela chegará até sua mesa.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Eu quero
O inesperado
O inexplicável
O inesgotado
O inabdicável
É disso que é feito
O canto
Que canta
Em cada canto
do meu encantamento
domingo, 25 de janeiro de 2009
Eu voltei...
Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei
Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei
Eu voltei
Agora prá ficar
Porque aqui
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei
Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei
Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei
E eu falei
Onde andei
Não deu para ficar
Porque aqui
Aqui é meu lugar
Eu voltei
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei
Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei
Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei
Eu voltei
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei
Gente querida!
A esta hora da madruga, depois de uma viagem longa, não disponho de nada mais autêntico, para dizer que eu voltei, porque senti saudades.
A gente se encontra aqui...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Reflexão para as férias
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Esperança
sábado, 3 de janeiro de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
O melhor do champagne é o motivo para abrir a garrafa

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...
Para você, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você, neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente...
Então desejo apenas que você tenha muitos desejos.
DESEJOS GRANDES - e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua FELICIDADE!"
FELIZ ANO NOVO!!!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
O meu dicionário

Ja que está todo mundo muito ocupado com o natal...escrevo eu, o meu dicionário:
A- AMOR (claro, é tudo o que interessa)
B- BRINCADEIRA (Já passei da idade de levar tudo a sério)
C- CASA ( A casa que sonhei e que vai virar realidade em 2009)
D- DEUS ( porque eu acredito em milagres)
E- ESPERANÇA (que é o que faz a vida ficar verdinha, tenrinha, fresquinha)
F- FELICIDADE (aquilo que chegou depois de muito trabalho)
G- GATA (minha mais nova e deliciosa descoberta)
H- HOMEM (com todas as letras maiúsculas)
I- ITA ( uma pedra que tenho que lapidar)
J- JEITO ( tem sempre um, de fazer melhor)
K- KEY ( que é o único irmão que a vida me ofereceu, e eu aceitei, claro!)
L- LUZ ( quem conhece a sombra...sabe...)
M- MANHÃ (para mim basta saber que o amanhã terá manhã...)
N- NATUREZA ( onde escolho as minhas cores)
O- OCEANO ( O que Deus criou para unir e os homens usam para separar)
P- PARATY (a cidade onde (re)nasci)
Q- QUEIJO ( porque rima com beijo)
R- RECOMEÇAR ( uma oportunidade diária de acertar)
S- SAGRADO ( aquilo que eu procuro em todas as coisas)
T- TUDO CERTO (mesmo quando eu penso que não está)
U- UNIDADE ( unidade mundial, a única saída...)
V- VITORIA ( não tem coisa mais feliz)
X- Xi... NÃO SEI! ( pela delícia de não precisar saber tudo)
Z- ZEN ( é +- como estou terminando este ano)
domingo, 21 de dezembro de 2008
O comentário que virou post
Sobre o post anterior, "Palavras ao Vento", recebi este comentário, (enviado por ares lusitanos) e achei a ideia superinteressante... Fica aqui um convite à quem quiser se habilitar a escrever o seu. Um exercício que pode tanto revelar nossos valores quanto fazer repensá-los...
Escreve! Manda pra mim, manda?!
Plim disse:
Eu sei que pode ser muito controverso este meu comentário, mas depois de ver esse vídeo eu achei que só poderia ter sido realizado por uma mulher... o porque é simples, na minha humilde opinião tem "coisas" que quando leio, "sinto" que foi escrito por uma mulher e não vejas nisto a mínima crítica antes pelo contrário, são talvez as sensibilidades diferentes,(... e viva a diferença ) senão vejamos.
Sem querer ser mais "papista" que o Pastor Alemão (Sua Santidade o Papa) vou tentar rapidamente fazer por aqui um abecedário, o meu claro...
(A) fatalmente o amor, eu diria que quase universal este (A)
(B) talvez Banco, talvez nacionalizar um banco de jardim para podermos descansar das crises
(C) Cravo, a flor que foi o símbolo da revolução de 1974 e que também é uma linda flor
(D) Desejo, do saber e do sabor
(E) Eça, para mim o meu romancista de eleição
(F) Fauna, Flor e Fruto e também Futuro
(G) de Global, naquilo que nós pensávamos ser incomensurável e que de repente virou uma aldeia
(H) História e estórias que se escutam e se aprendem
(I) de Índia, se sabores e cores tão diferentes
(J) de Janis Joplin cantora americana de uma voz inconfundível que se arruinou com drogas pesadas e também de Juventude, sem ela o mundo não valeria o nosso trabalho
(L) de Lisboa a ver o rio de Liberdade, mas não de Libertinagem
(M) de Maria simplesmente
(N) de Novo de Novamente, de Tudo ou Nada
(O)de Orgulho e também de Ónus
(P) só podia ser Pessoa ou talvez Poeta
(Q) Quê?
(R) Raiva por não ter aprendido ou Romance por andar esquecido
(S) pra mim... de Saudade
(T) de Talento olhando a tua seda
(U) de União, de Unguentos perfumados
(V) de uma expressão muito brasileira... Valeu!
(X) no resultado dá empate
(Z) se forem muitos zzzzz é de dormir, se for grande pode ser de Zapata herói mexicano...
Adorei! Este ABC é a tua cara mesmo!
V = VALEU!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Palavras ao vento
Quem não conhece, que tenha a felicidade de conhecer...
Quem conhece, que tenha a felicidade de ver de novo...
PS: Apenas uma correção: O texto é de Adriana Falcão e nunca desse "famoso apresentador global" como consta no registro do Youtube. Justiça seja feita!!!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
16 de dezembro...

Hoje eu não desejo me debruçar no ano que passou, a fazer balanços, dissecar tristezas, perdas, frustrações, decepções.
Como também não pretendo contabilizar ganhos, alegrias, conquistas, realizações.
A minha vida não vale a pena pelo saldo das minhas contas.
A minha vida vale a pena porque é vida, independente de ser ou estar do jeito que eu quero.
Para mim basta saber que o amanhã terá manhã...
Hoje eu quero apenas a paz do meu lar, meus amores, meus amigos e muitos presentes, de todo mundo, de todo tipo...
Taí a minha bicicleta com o cestinho. Deixa o seu presente aí, deixa?!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Começar de Novo

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até que naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava dos idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
Anônimo
PS: Eu sou catarinense. Eu vivi a enchente de 1983 em Blumenau. Eu tive leptospirose. Hoje, ainda que distante, eu Sinto, Lamento e Choro também.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Mais que perfeito...
"Nenhum mortal pode conceber o grau de união que Deus destinou ao homem e à mulher"
-Bahá'u'llhá-
Esse vídeo não é falta de assunto, nem preguiça de sexta-feira. É que quando o assunto é cumplicidade esta imagem vale mais que todas as palavras do mundo juntas. Eu assisti muitas vezes, se você não viu veja! se ja viu, vai gostar de ver de novo.
Um fim de semana bem feliz!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Preconceito

Estou farta dessa hipocrisia, incluindo a minha. Eu tenho preconceito sim! E não são poucos.
Olho atravessado para os japoneses, os negros, os alemães, os franceses e os argentinos (e devo estar esquecendo algum povinho por aí...). Falando de "raça" ainda incluo os curitibanos, os cariocas e os paulistanos. Tenho preconceito dos velhos e novos ricos. Com adoção de crianças, Ongs e instituições de caridade, nem vamos falar de políticos... Tenho preconceito de homem bonito, malhado, jovem e dos gordos e velhos tambem . Tenho preconceito com quem aaaaaadora Disney e Miami. De quem não lê, ouve lixo, se afoga na cerveja e assiste tv. Tenho imensos preconceitos com homossexuais, machistas e feministas. De advogados, técnicos em eletroeletronicos, psicólogos, terapias alternativas, exoterismo, homeopatia, adeptos da igreja universal e ramificações... incluindo todos os religiosos "praticantes", quero dis-tân-cia. Feirinha de artesanato, "arte" do lixo reciclável, artistas contemporâneos famosos e críticos de arte... Ah! essa lista não termina hoje, mas já deu pra constatar que sou mesmo uma preconceituosa de marca. É bem verdade que meu passado me condena... Pra começar, meus filhos são mestiços japoneses. Entre meus grandes amores, está um saxofonista negro, um advogado, um carioca, um outro 30 anos mais velho, outro 10 anos mais jovem. Entre os meus grandes amigos, boa parte é homossexual, outros são ricos (mas não são novos) alguns são psicólogos, um é medico homeopata, outro é um machista adorável, um bem gordinho e que bebe muita cerveja (mas não ouve lixo nem assiste TV) outros são religiosos praticantes. Quando chego em uma cidade vou logo me informando onde acontece a tal feirinha. Frequentemente apoio projetos sócio-econômicos, tenho mais horas de psicoterapia do que piloto aposentado tem de voo, sou habitué de exposições de arte comtemporânea, produzo tecido para cenário de TV e minha única e adorada irmã, é adotiva. Vai entender?
Diante disso, acho que se um argentino bonitão cruzar meu caminho, um sorriso pra ele não vai me quebrar os dentes, será que vai?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
A mostra fica aberta ao público até 12 de janeiro.
Taí eu com minha "Mãe Terra" Escultura em massa de papel e pó de madeira com seda sulcada. 1 metro de diâmetro. Este é atualmente o meu trabalho de arte mais maduro, autêntico, sincero. A estrada é longa ainda, porém segura. Eu acredito nisso.
Aqui um Panô: "Festança" seda pintada- 1.40cm x 2.40cm de alegria colorida. Eu gosto de oferecer essa opção, uma seda solta que se presta a qualquer finalidade. Tive uma cliente que adquiriu uma seda que hora se enrolava nela e aparecia numa festa, hora pendurava na sala de estar. Por aí...!
Detalhe de "Festança"
domingo, 23 de novembro de 2008
Joaninha

Um pouco de açúcar nesta manhã de domingo. Música do grande Luis Perequê, músico caiçara, paratyense.
Este post é tambem um carinho para Anita, uma pequena-grande artista plástica que esteve ontem, prestigiando "Mulheres de Paraty" e achou a exposição "muito, muito bonita e linda".
sábado, 22 de novembro de 2008
Dia de Festa

Hoje é dia da Verinha do blog Véia da Teia
Eis aqui os meus presentes:
A caixa maior contém AMOR e todos os sentimentos complementares. Tem ainda muita gente para amá-la, incluindo eu com meu coração.
Na caixa do meio tem saúde e sabedoria e não preciso explicar, ela sabe perfeitamente o que fazer com isso...
Na pequena... estão todas as importantes pequenas coisas que ela precisa para ser feliz.
E ainda...
Incluso neste carinho, um desejo de abraçá-la, fortemente, brevemente, realmente!
Estou feliz com você!

Gente! Tô de molho na água quente tentando remover a tinta que já alcançava os cotovelos, afinal uma mulher de Paraty não pode aparecer em público nestas condições.
Amanhã eu volto e mostro tudo, conto tudo.
Enquanto isso, alguém podia pedir pra o tempo melhorar? Meu pretinho básico pede noite enluarada.
Beijos...até
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Agora sim!
Olha aí o convite da próxima exposição da Charmozérrima Casa de Cultura.
Agora sim, posso me considerar uma mulher de Paraty...
Estou muito feliz!
Fique feliz comigo!
A Caixa de Gis

Hoje tem festança na Caixa de Gis, me encontre lá...
PS: Se desejar um comentario, pode deixar la mesmo que eu apanho ok?
terça-feira, 18 de novembro de 2008
To assim...
Gente querida!
Vão lá na Véia porque ela ja disse tudo o que eu queria dizer no "Inferno Astral" e aproveitem pra visitar a casa dela que é um aconchego só.
Beijos...Até!
PS: Não é que essa garotinha é a minha cara quando tinha a idade dela?!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Alta velocidade

Sou filha de um piloto de rally. Um cara louco por carros mas que não teve um filho homem... Não tem tu vai tu mesmo! Tão logo minhas pernas alcançaram os pedais e meu pescoço esticou pouco acima do volante lá estava eu no comando de um Maverick V8. Que máquina! Ainda posso ouvir o motor... Com certeza meu pai me transferiu seu gosto por automobilismo e por velocidade mas a coisa mais importante que me transmitiu ao ensinar a entrar nas curvas, foi algo com que posso contar, sempre que tenho uma curva da vida para enfrentar:
"NÃO OLHE PARA O QUE VOCÊ TEME, OLHE PARA ONDE VOCÊ QUER IR"
(Ao Sr. Hélio Andrade, o meu muito obrigada!)
À todos os meninos e meninas (loucos por carros ou pela vida) que por aqui passarem, o meu desejo de uma semana emocionante.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
EBONY AND IVORY
Este, em homenagem a minha amiga Rosane Queiroz que é a mais feliz proprietaria de um novo piano. Parabéns Rô!!!
Ainda os gatos

Não tinha nenhuma afinidade com gatos, estes do tipo que são puro pêlo. Tinha mais afinidades com outros gatos... que não tem tanto pêlo assim. Depois que o gato chegou trazendo a Gatita, agora posso dizer que tenho afinidade com qualquer tipo de gato. Adoraria ter um cachorro também, desses que são puro pêlo mesmo, não daqueles que não tem tanto pêlo assim...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ganhei mais este selinho. Veio da Caixa de Gis e agradeço a queridice. Devo repassar para alguém...Com justiça para um blog ultrasimpático: o Na Contramão do pelo contrário Com a Maria Amália Camargo que me abstrai desse mundinho e amplia meus horizontes com muito bom humor. Para a Gis Quintana e para Maria Amália, um abraço dos meus:
Forte, longo e sincero.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
No ultimo post falei de amor mas fiquei falando sozinha. Nem um mísero comentário?! Ok! Então, antes que o dia termine nesse vazio, resolvi falar de sexo, puro e sem preconceitos, explícito mesmo. Quem sabe assim alguém me da ouvidos.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Proposta
Vôo Livre
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Doce cantada
sábado, 8 de novembro de 2008
Dia do aposentado

Taí um assunto que poderia render muito. Eu poderia escrever sobre a pensão de aposentadoria, neste nosso Brasil não muito varonil no caso dos aposentados. Mas isso eu deixo para os mais dispostos a bater na mesma tecla e espero que algum dia a coisa vire música. Poderia escrever sobre o que fazer da vida depois que me aposentar, mas os artistas não se aposentam. Bem, já que na falta de assunto, eu achei de escrever sobre algo que não terei a possibilidade de conhecer, vou aproveitar a data para aposentar algumas coisas que já andam bem cansadas de mim e eu delas:
1- Aquelas sandálias de salto 15 e as de salto 10 também.
2- Os discos new age, os blazers, as calças sociais, as camisas de colarinho, a sombra colorida para os olhos.
3- A caixa dos meus amores perdidos (hummmmm... isso podia render um outro post)
4- O relógio de pulso e o de parede também.
5- Uma certa mania de perfeccionismo. "Somos todos amadores, a vida não da tempo pra mais que isso"
6- A mania de dar explicações.
7- Os materiais de limpeza químicos e as sacolas plásticas de supermercado.
8- A culpa por não ler o que não me interessa.
9- A saudade do futuro.
10- As preocupações com o que eu não posso interferir.
Aqui estão 10 coisas definitivamente aposentadas da minha vida. Agradeço muito pelo tempo que me serviram, com a certeza que tudo foi importante até chegar aqui. Mas que ninguem se iluda, só se adquire simplicidade depois de muito trabalho.
E você? me conta o que pretende fazer quando se aposentar, ou se está tão longe disso que nem imagina? Então pega carona nessa ideia e aposenta alguma coisinha aí... É tão bom!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Gatita

Quando meu filho voltou de Recife, onde foi para estudar jornalismo, trouxe na bagagem um schnauzer. Eu, até aquela noite no aeroporto, jamais tinha acariciado um cão. Não havia em mim a menor disposição para conviver com qualquer animal. Sempre gostei foi de gente mesmo. Mas filho é filho né? Então acatei o peludo de três meses, porem com muitas restrições...não pode isso, não pode aquilo e se pudesse daria um banho por dia. Mas para encurtar esta historia quero dizer que ao fim de uma semana a criaturinha estava dormindo na minha cama e com direito a almofada de seda. E mais, se eu gastasse no cabeleireiro o que gastava em pet shop eu com certeza seria uma mulher linda. Estudei adestramento, li o que encontrei sobre cães, me cadastrei em sites de comportamento animal e em pouco tempo me tornei membro do clube dos loucos por cães. Klein é um doce de cachorro, usa anti-formigas em vez de anti-pulgas e suas historias já davam um livro.
E você, diante deste relato, pode estar pensando que errei a ilustração deste post. Ta tudo certo, porque agora é a vez da Gatita estrelar.
Ela também chegou por amor. Nunca acariciei um gato, jamais pensei em conviver com um, mas esta gatinha meiga, educada e tranquila, chegou num pacote...e por isso também foi aceita. E a história se repete...poucos dias para ela conquistar um lugar no meu coração, na minha vida e pra dizer a verdade, um pedacinho da minha cama também.
E eu que sempre preferi gente a animais, acabei por descobrir que os bichos conseguem ser belos sem vaidade, fortes sem arrogância, valentes sem ferocidade, felizes e agradecidos com pequenas coisas, fiéis, companheiros, solidários e alem de tudo, divertidos. Enfim, possuem todas as virtudes do homem e nenhum dos seus defeitos. Descobri que por amor posso fazer concessões, rever conceitos e preconceitos. Descobri um mundo de possibilidades, escondidas num ser que como eu, só quer amor, carinho e proteção.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
De bem com a vida
Mostrando serviço

Bem, pode parecer irrelevante e quase desrespeitoso com meus leitores, abrir um post com a imagem dos meus próprios pés. Porém não me interpretem depressa demais, eu explico:
Abandonei este blog por vários dias para cuidar de mim. Neste tempo, passaram por aqui tantas visitas que encontrei a cesta de beijinhos quase vazia. Creio que tenho obrigação de mostrar o serviço, a começar pelos pés, o que foi minha primeira providência. Meus pés são o primeiro indício de que as coisas andam mal, quando andam mal. Acho que os pés (tanto quanto as mãos) revelam muito sobre uma pessoa e no meu caso, contam tudo... Sem cabimento? Você conhece uma mulher bem sucedida, bem amada, bem resolvida e feliz que esteja com os pés maltratados? Eu não! E mesmo que eles estejam escondidos dentro dos sapatos... eu sempre sei como eles estão...
Dá pra pensar um pouco, não dá?
A partir de hoje vou mostrando as cores que surgiram depois que "arrumei a casa"
Desejo uma semana maravilhosa, onde algo novo e bom possa acontecer.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Ressaca emocional

Vou me recolher por hoje para cuidar de mim, dos meus sentimentos, da minha cabeça, do lado de dentro e do lado de fora, dos meus pézinhos (34), da minha saúde.
Volto logo, cheia de arte, cheia de graça, cheia de amor para compartilhar.
Deixo no cantinho desta sala, uma cesta de beijinhos. Pegue o seu!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Paraty



Meu pai, com sua profissão me arrastou por meio mundo. Depois a minha profissão me arrastou pela outra metade. Nunca tive raízes em terra alguma e dizer de onde eu sou era sempre um problema, até que encontrei o meu lugar, ao entender que a cidade de um artista é o lugar onde ele sonha, a paisagem de que ele se alimenta, o ambiente que aciona seu desejo de realizar tudo o que é capaz e que cria uma atitude diária de gratidão. Por isso hoje, à quem me pergunta de onde eu sou, respondo com toda sinceridade:
Eu sou de Paraty!
domingo, 26 de outubro de 2008
INDIGNAÇÃO

Direitos humanos para bandidos? Como assim? O que há de humano nas atrocidades que eles cometem? Não é verdade que fomos criados à imagem e semelhança de Deus? Como diz um amigo: "Direitos humanos, só para humanos direitos"
Quando eu digo:
SOU A FAVOR DA PENA DE MORTE!!! logo alguém se levanta pra dizer: "mas muitos inocentes morreriam" Sim...mas não é isso que acontece todo dia? inocentes morrem e o sacrifício de suas vidas não serve ao menos para mudar a realidade.
Se querem mesmo (?) ganhar a guerra, tem de usar as mesmas armas.
Matou...Morreu!
Simples assim!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Sawabona-Shikoba

Compartilho aqui esse precioso pensamento do Dr. Flávio Gikovate que me induziu a uma investigação ainda mais profunda sobre minhas posturas afetivas. Me fez lembrar de muitas pessoas que ainda estão carregando fantasia sobre fantasia, na sua busca pelo amor.
Me fez lembrar com muito carinho de uma amiga querida, autora de um livro sobre este tema, além de se debruçar diariamente sobre um blog que facilita a vida de muita gente que teve a coragem de tomar nas próprias mãos, sua vida e a chave de sua casa. Dedico portanto este post a minha amiga Rosane Queiroz
"Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito do amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência onde um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de que uma pessoa seja o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer desde o início deste século.
O amor romântico, parte da premissa de que somos uma fração e que precisamos encontrar a outra metade para os sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização, que historicamente, tem atingido muito mais a mulher. Ela abandona suas características para amalgar ao projeto masculino.
A teoria dos opostos também vem desta raiz: o outro deve saber fazer o que eu não sei, se sou manso ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma idéia pratica de sobrevivência, pouco romântica por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.Eu gosto e desejo a companhia mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo o valor de estar consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração mas são inteiras. O outro, com quem estabelece uma relação não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma, é apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para poder se adaptar ao mundo que ele criou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria e se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades.Ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo estiver preparado para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa. Ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade a pessoa. As boas relações são aquelas que se assemelham ao prazer de estar sozinho, ninguem cobra nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas, são coisas do século passado. Cada cérebro é único,nosso modo de pensar e agir, não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea, e na verdade o que fizemos foi inventa-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinha para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto as diferenças respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de relação há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado pelo amado. Muitas vezes é preciso aprender a nos perdoar a nós mesmos".
Sawabona é um cumprimento usado no sul de África que quer dizer “eu respeito-te, eu valorizo-te, tu és importante para mim”. Em resposta, as pessoas dizem shikoba, que é “então eu existo para ti”.
E o gatinho (embora não seja africano) está aí como representante de uma classe independente, bem resolvida e muito afetuosa.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Receita pra lavar palavra suja

Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
Depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.
Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar
e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.
São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão.
Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de amargura,
que é capaz de esvaziar o vigor da língua.
O aconselhado nesse caso é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade. Agora, se o que você quer
é somente aliviar as palavras do uso diário, pode usar simplesmente
sabão em pó e máquina de lavar.
O perigo neste caso é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras. Culpa, por exemplo,
a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.
Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo,
sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode,
o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.
Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.
A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.
Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.
Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie
pela expressão dos seus sentidos. À noite, permita que se deite,
não a seu lado mas sobre seu corpo.
Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.
Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela,
então você tem uma palavra limpa.
Uma palavra limpa é uma palavra possível.
Viviane mosè
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
É sempre bom lembrar...

Tributo

No dia do meu aniversário, estive num salão de cabeleireiro, o que é um raro acontecimento. Não que eu não goste de caprichar, eu gosto sim! Tanto que aprendi a fazer o meu cabelo sozinha! É verdade que nem sempre dá certo, mas o preço é sempre o mesmo... Porém não me interprete depressa demais, a razão de não utilizar esse tipo de serviço é de outra natureza: é que eu não agüento o assunto corrente em salões de cabeleireiros: a vida alheia, sempre ela! E desta vez o prato do dia era: “os homens”, sempre alheios, claro! Pois ninguém vai falar mal do seu assim, publicamente, muito menos bem...
A indignação por tudo o que fui obrigada a ouvir naquela tarde, inspirou esse texto que ofereço como um tributo a todos os Homens da minha vida, pelo tanto que contribuem para que eu envelheça lindamente.
Pois bem, eu sei que nem tudo o que as mulheres dizem é vazio. Eu sei que existem os cretinos, os perdidos, os de personalidade fraca, os emocionalmente imaturos, os materialistas, os interesseiros, os frustrados, os machistas e ainda aqueles que se acham “o cara”, mas todo mundo sabe que esse “cara” não passa de um cara em construção e que se ficar pronto, vai ficar mal acabado, mas essa é outra conversa, eu estou aqui para falar de Homens, de verdade mesmo!
Homem com ego de homem!
Ah! Esses egos que variam naqueles centímetros que eles se dão ao trabalho de medir... Eu particularmente admiro os que têm "ego" menor, que por motivos óbvios são bem mais esforçados e quanto ficam felizes com nosso reconhecimento.
Que criaturas adoráveis, que só por um pouquinho da nossa admiração, são capazes de coisas incríveis; como ignorar a nossa celulite, achar que a gente é um anjinho quando dorme, que somos lindas ao acordar. São capazes até de acordar mais cedo só pra trazer o café com flor na cama, e mais, deixar a gente escolher o programa de domingo mesmo correndo o risco de ser um almoço na casa da mãe (da nossa mãe!) e ainda escolher o filme no fim da tarde, do mesmo domingo...E dizer que foi maravilhoso, apesar da falta de ação, aventura, suspense e sexo, ou seja: a falta de tudo!
Ah! A resignação é mesmo uma virtude masculina!
E a capacidade que eles têm de nos fazer sentir imprescindíveis? Quando ficam doentes, quando são tomados por aquelas crises existenciais que todo homem que se preze já teve e terá ainda algumas. Quando precisam de apoio, quando a auto-estima está baixa e quando está em alta também, quantos homens comprariam uma Mercedes se nós não existíssemos? Enfim, seja lá pelo que for, o fato é que: ser imprescindível na vida de um homem, para uma mulher já é em si uma razão de viver.
Ah! Que conforto me traz essa dependência!!
E o que dizer da paciência que eles têm para pedir desculpas, mesmo quando se trata de uma tempestade num copo d’água? É que eles aprenderam, que um simples “Me desculpe, querida!” Já abre o tempo. E a coragem que eles tem para pedir perdão quando admitem que pisaram na bola mesmo? Quanto mais se ajoelham, mais crescem aos nossos olhos, e como lhes negar uma segunda chance?
Ah! Como eu admiro esses reconciliadores!!!
E no restaurante então? Com que elegância pedem a carta de vinhos e com que gravidade o bebem primeiro, quase como se estivessem nos protegendo de um envenenamento. E com que naturalidade apresentam o cartão de crédito para pagar aquela conta absurda?
Ah! Como eu necessito desses mártires!!!
E o que seria de nós sem o apoio de tanta tecnologia? As secretarias eletrônicas que a gente corre pra elas feito uma amiga saudosa cada vez que entra em casa. E os aparelhos de telefone com suas poltroninhas ao lado...E os celulares então, que quando tocam já trazem o nominho dele na tela, associado a um toque especial. E como descrever a emoção de estar aqui escrevendo com o MSN aberto e de repente...Fulano diz: “oi querida!” Deus me ajude!!! Sem falar no trabalho que eles têm com seus arquivos de poesia, flores, cartões, emotions, músicas e imagens românticas.. Quão bem sabem usar esse arsenal da web, um tiro certeiro em nossos corações e a gente cai feito uma pombinha abatida.
Ah! Como me encantam esses caçadores!!!
E o perfume deles que, por um abraço ligeiro, fica o resto do dia em nossa roupa. E o cheiro deles então, que por um outro abraço, nem tão ligeiro, fica na nossa pele feito tatuagem...
Abençoado seja o poeta, que ensinou os homens a fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, filés com fritas, comidinhas para depois do amor.
Ah! Como eu preciso desses “Vinícius”
Mas... E quando acontece “Aquilo”, aquilo que “nunca tinha acontecido antes”...
Xiii! É aí que eu me atrapalho, já tentei mudar de assunto, falar do governo Lula, da atuação da Seleção Brasileira na ultima copa, assim, pra mostrar que nem todo mundo ta batendo um bolão...Mas é nessa hora que toda psicologia é vã...
Eu bem sei que muitas mulheres ainda andam dizendo que eles não prestam, que são todos iguais. Tudo igual coisa nenhuma! Elas é que fazem sempre a mesma coisa e esperam um resultado diferente. E há também as que dizem que eles só pensam “naquilo”... É... Pode ser, mas esquecem de reconhecer que pra conseguir só aquilo, eles dão o que têm e o que não têm, justiça seja feita!!!
Envie para todos os homens da sua lista. Se você for homem, estará compartilhando um alento... Se for mulher, estará abrindo possibilidades... Envie para todas as mulheres também, quem sabe isso não vira uma corrente, o mundo se transforma, e alguns até retornem lá do arco-íris e encontrem um lugar seguro para viver, bem aqui entre os nossos seios.
Um abraço,
Ita Andrade
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Quando o assunto é reciclagem
Quando o assunto é reciclagem, a imagem que me vem a cabeça é a de um lixão. Uma montanha de coisas de gosto duvidoso e de utilidade irrelevante, produzidas a partir do dito lixo reciclável, que na maioria das vezes, depois de um breve tempo, volta para o mesmo lugar... Tomando apenas as garrafas de refrigerante como exemplo do que se estende a uma infinidade de outros materiais, deixo aqui meu desabafo:
Que me perdoem os bem intencionados, mas plástico é plástico! Não adianta mudar a utilidade, a cor, a forma. Não adianta pintar, bordar, crochetar, inventar. Enquanto a aparência for plástico, continuará sendo brega, frágil, feio e pobre.
O puf aí em cima é o melhor exemplo de um produto inteligente, barato, durável, resistente, útil, versátil e especialmente de bom gosto. As garrafas foram usadas na estrutura e a idéia é genial justamente porque elas não aparecem. É genial porque quem criou tinha realmente um senso do que é reciclar. É muito mais que reaproveitar, mudar a utilidade. É transformar em algo que faça uma diferença enquanto resolve o problema do lixo em si e gera trabalho, dignidade e perspectiva para quem não tem. Não basta agregar valor ecológico ao produto, tampouco valor socio-econômico se ele não tem lugar, se ele não atende as necessidades de um mercado realmente consumidor e cada vez mais exigente. Entre dois produtos que me satisfazem, vou sempre optar pelo que tem valor agregado, porém se o produto não me satisfaz, para estar em paz com minha consciência, prefiro evitar tantos descartáveis e dar esmolas, a contribuir com essa farsa.
Tomar o lixo para produzir outra espécie de lixo, não é reciclar. É brincar com dois assuntos muito sérios: A dignidade humana e o Planeta Terra.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Poesia ou Filosofia?
domingo, 12 de outubro de 2008
Deficiências

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
Miseráveis são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Confiança


Esta coisa mais fofa se chama Godô. É o York-Shire de um grande amigo, tão bom amigo que de as vezes me empresta esta delícia por alguns dias e para retribuir seu desprendimento, eu ofereço um tratamento de beleza. A inspiração deste post não provém exatamente da minha paixão por cães, embora isso pudesse render muitas páginas de histórias lindas para contar. Godô foi convocado aqui, para ilustrar um pensamento sobre confiança. E quão bem ilustra! Na imagem acima, eu estou cortando os nózinhos, raspando o pêlo da barriguinha e desembaraçando os bigodes, com procedimentos e instrumentos incômodos e assustadores para um bichinho. Uma tarefa que no caso dele, consome aproximadamente duas horas e no entanto ele está completamente relaxado e indefeso. A alegria e até emoção que me causa, saber que para ele sou confiável, a ponto de adormecer com a barriga exposta para mim, enquanto faço coisas incompreensíveis para ele, não é diferente da emoção de ter amigos, que a seu modo, também me "expõem suas vísceras". Ter em quem confiar, nesse mundo onde a desconfiança sobrepõe a virtude é de fato um grande bem, porém ser confiável para este mesmo mundo é um bem muito maior. Eu deixo aqui um sincero agradecimento aos que em mim hoje confiam, porque para isto, a princípio, foram capazes de se arriscar um bom tanto...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Mão na massa
O texto que segue abaixo foi escrito para uma formatura por Nizan Guanaes, paraninfo de turma na Faap. Olhe só o que este publicitário escreveu. Deve ser por isso que é um dos melhores redatores do mundo e dono da Agência DM9 (aquela dos bichinhos da Parmalat).Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Meu Hobby





Na época em que eu trabalhava exclusivamente para a TV Globo, vivia estressada pelos prazos apertadíssimos. Mesmo quando não havia pressão lá estava eu correndo sem nem saber porque, foi aí que minha terapeuta sugeriu para relaxar, que eu fizesse um trabalho de arte. Como assim? Eu respirava arte, trabalhava até dormindo, meu cérebro não parava nunca e ela queria que eu fizesse mais? Bem, ela na verdade propôs que eu fizesse algo apenas para me divertir, sem compromisso com nada e sem intenção comercial. Foi aí que eu descobri a paixão por decorar paredes. Ah! que delicia brincar em espaços grandes ou apenas uma coluna da cozinha como nas fotos acima. Daí fui me empolgando e acabei pintando caixinhas, porta chaves, os paninhos de prato, os bancos e o que apareceu, tudo com o mesmo tema. A cozinha fez tanto sucesso que quase mudo de profissão de tanta encomenda que apareceu. Já fiz parede de todo tipo; alegre, sóbria, poética, com seda, com terra, para quarto de bebê, de adolescente, de gente apaixonada, com letras de Vinicius, com sucata, com casca de ovo de codorna, vige! Um mar de possibilidades. Mas o interessante é que isso ficou tão completamente associado a puro prazer que até hoje não consegui cobrar um tostão por esse trabalho. Hoje estou pintando caixinhas e banquinhos. Não sei pra quem serão, mas precisava me proporcionar essa alegria, depois dos dias atormentados que passei... Quando ficarem prontos eu mostro.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Assombro
Não há poesia nesta sexta-feira
Perdoem-me!
domingo, 21 de setembro de 2008
Hoje é dia da Árvore
http://www.bahaipictures.com/sábado, 20 de setembro de 2008
Tempo de agradecer

"Para entender o valor de um segundo, pergunte a alguém que ficou com a medalha de prata nas olimpíadas.
Para entender o valor de um minuto, pergunte a alguém que perdeu o avião.
Para entender o valor de uma hora, pergunte aos apaixonados que estão a espera do momento do encontro.
Para entender o valor de um dia, pergunte a alguém que espera pela cesta básica.
Para entender o valor de uma semana, pergunte ao editor de uma revista semanal.
Para entender o valor de um mês, pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro".
Quando meu bebezinho, tão frágil, veio aos meus braços, apertei-o contra meu peito sem saber se estaria comigo por horas, dias, semanas, meses... Implorei à Deus que não o levasse e assim ele foi ficando... ele a cada dia mais forte eu a cada dia mais agradecida. Hoje, no dia em que completamos 24 anos de amorosa convivência e por tudo e por quanto aquele menino se tornou... já não sei dizer se ele sobreviveu porque Deus atendeu as preces de uma mãe desesperada ou porque precisava Deus, de mais um Homem de boa vontade na Terra...
Amor e gratidão,
Mamãe
PS: Que me perdoem meus leitores, por seguidamente tomar este espaço com manifestações de uma mãe apaixonada, mas na verdade, antes de mais nada, é exatamente isso que eu sou.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Sagrado em mim
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
O meu doce predileto...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
Porque chove...
Sem estrela e sem lua
Te procurava no céu
Fiz do piano a viola
Fiz de mim mesmo o amigo
Fiz da verdade uma estória
Fiz do meu som meu abrigo
Quem canta fala consigo
Quem faz o amor nunca quer ferir
Quem não fere vive tranqüilo
Vê muita gente sorrir
E quem não tiver do seu lado
A quem ama e quer ver feliz
Não diga que não se importa
Diga só o que o amor lhe diz
Essa mentira é uma espuma
Que se desmancha no ar
E deixa n'água um espelho
Pra você se ver chorar
Sorriso bom, só de dentro
Ninguém é bom sendo o que não é
Eu, pra ser feliz com mentira
Melhor que eu chore com fé
.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
É...pois é...!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Olha o Bicho-da-Seda aí gente!
Escrever é uma forma de falar sem ser interrompido. Escrever num blog é uma forma de falar sem ser interrompido, para alguém que quer ouvir. Meus amigos e conhecidos, por uma razão ou por outra, aturam o que tenho pra dizer mas meus leitores aturam só porque querem. Esse é o encanto de escrever para um blog o que em tao pouco tempo, tornou-se algo indispensável em minha vida.Hoje fui surpreendida com o Selo Dardos e me sinto muito gratificada pela indicaçao da Rosane Queiroz do blog Miojo, que é uma blogueira de marca, para dizer o mínimo...
Valeu Rô, como valeu!
O significado do prêmio:
“Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras…”.
E o prêmio tem três condições:
*Aceitar exibir a imagem do prêmio*
Linkar o blog do qual recebeu a indicação*
Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.
Os meus escolhidos com muito carinho são:
Senhora do sul
Pausa do Tempo
Lugares Comuns
Pensar Enlouquece, Pense Nisso
Miojo
Garotas de Segunda
Second life
Na Contra mão do Pelo Contrário
Caixa de Gis
Um Divã na Cozinha
Nós, Mulheres
Alex Periscinoto
Lu Fuoco
É isso... bacana mesmo!
.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A véspera da borboleta
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Se eu pudesse...

Se eu pudesse, eu o protegeria da tristeza que se instalou em seu olhar
Eu lhe daria ferramentas e coragem para ultrapassar esses tempos de seca
Sim! Eu o faria se eu pudesse
Eu sei que eu não poderia mudar sua história, nem cruzar as pontes que são suas, nem chorar as lágrimas do seu coração
Mas eu o faria se eu pudesse
Entretanto,
Amor Absoluto,
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Saudade

Resto-me aqui, prostrada entre as minhas tintas e as letras desse teclado.
Deixo então, meu olhar. Não o que tenho agora assim ceguinho...salgado... mas o que tive noutro dia, quando uma câmera me capturou plena de amor.
Qualquer dia... a gente se encontra. Na terra ou no céu ou em qualquer coisa bela que entre eles exista...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Contrastes
Instalação- seda e pedra sabão
Concretude e Transparência.
Nunca deixará de ser espantoso, como uma coisa tão leve
que se chama esperança, é capaz de encher uma alma.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Noite
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
OFFLINE
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Klimt e Rumi

Feito da matéria do encontro
E dá-lo ao ferido que te entregou olhos e coração?
Compreende o que não se deixa capturar pelo entendimento.
Caso precise, toma emprestada uma alma e um par de olhos,
Caso também não os tenha.
Já falaste de amor em demasia.
Agora torna-te amante,
Ama!
domingo, 24 de agosto de 2008
Dai-me Rosas
Quaisquer flores, logo que sejam muitas...
Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas
Em me dardes muitas flores,
Nem isso...
Que me deis flores,
Sejam essas as flores que me deis...
sábado, 23 de agosto de 2008
Meus Carnavais
Composição: Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Um triste adeus em cada mão
Lá vai, meu bloco, vai
Só desse jeito é que ele sai
Na frente sigo eu
Levo o estandarte de um amor
O amor que se perdeu
No carnaval
Lá vai, meu bloco
Lá vou eu, também
Mais uma vez, sem ter ninguém
No sábado e domingo
Segunda e terça-feira
E quarta-feira vem
O ano inteiro é sempre assim
Por isso, quando eu passar
Batam palmas pra mim
Aplaudam quem sorrir
Trazendo lágrimas no olhar
Merece uma homenagem
Quem tem forças pra cantar
Tão grande é minha dor
Pede passagem quando sai
Comigo, só
Lá vai, meu bloco, vai...
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Quanto tempo?
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Yves sain Laurent
Uma deliciosa citação de Yves Saint Laurent:"Uma mulher para estar bela, só precisa de um suéter negro, uma saia negra e estar ao lado do homem que ama.
A coisa mais bela que uma mulher pode vestir, são os braços do homem amado.
Para as que não tiveram a sorte de encontrar, aqui estou eu."
Infelizmente YSL não está mais entre nós e com certeza perdemos uma das maiores expressões em moda de todos os tempos.
Ele foi responsável, junto com Pierre Cardin, pelo que chamamos de multiculturalismo na moda, antes mesmo desse termo existir, ao chamar modelos de feições não européias para a sua passarela.
Ele promoveu a igualdade dos sexos, antes mesmo das feministas queimarem seus sutiens em praça pública com o “le smoking”, que a chave estava na calça de smoking para mulheres numa época que o sexo feminino tinha como suas peças mestras as saias e os vestidos.
Ele entendeu que mais que um glamour ligado à grana, ele está ligado à atitude e por isso abriu uma loja na chamada Rive Gauche de Paris, identificada por ser a região dos intelectuais, militantes de esquerda e estudantes. E com isso impulsionar para uma posição de destaque o recente prêt-à-porter.
Pra dizer o mínimo, é isso!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Lugar comum
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Gatos do mesmo baláio


Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ….
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer …
A gente não faz amigos, reconhece-os.
domingo, 17 de agosto de 2008
Klein, o schnauzer mais amado do mundo.
sábado, 16 de agosto de 2008
Palavras ao vento

http://br.youtube.com/watch?v=6XD1hV5ObHA
Este texto, atribuido a um conhecido apresentador global, é na verdade, de Adriana Falcão - Pequeno Dicionario de Palavras ao vento. O vídeo conta com o auxílio luxuoso da interpretaçao de Lazaro Ramos
Adriana Falcão nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criada em Recife. Seu primeiro livro, voltado para o público infantil, "Mania de Explicação" , teve duas indicações para o Prêmio Jabuti/2001 e recebeu o Prêmio Ofélia Fontes - "O Melhor para a Criança"/2001, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2002, publicou "Luna Clara & Apolo Onze" , seu primeiro romance juvenil. Seu romance "A Máquina" foi levado aos palcos por João Falcão. Na televisão, Adriana colaborou como roteirista em vários episódios de "A Comédia da Vida Privada", "Brasil Legal" e "A grande família" e "Mulher", todos da Rede Globo. Adaptou, com Guel Arraes, "O Auto da Compadecida" , de Ariano Suassuna, para a TV, posteriormente levado ao cinema. Seu livro "O doido da garrafa" , Editora Planeta do Brasil - São Paulo, lançado em abril/2003, contém pequenos contos publicados na revista "Veja Rio" no período de 2001 a 2003.
Justiça seja feita!
E ainda...
Tomo emprestado da Adriana:
"Desculpa é uma palavra que pretende ser um beijo"
( mas que as vezes não acontece)
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Pode alguém dar mais do que possui?

Três coisas eu Te dei:
Amor, lealdade e esforço;
E nisso eu não falhei.
Porém, ó Bem-Amado,
Quantos pecados se entramaram
Em meus esforços!
Quanta indignidade mesclada
Em cada átomo do meu amor!
Que pobre a lealdade
Dada com toda a afeição que eu tinha!
Mas, pode alguém dar mais
Do que aquilo que possui?
Cada flor desabrocha
Conforme a sua natureza
Cada lâmpada brilha
Sua própria medida de óleo.
Ah, fosse eu de melhor natureza
E o tesouro à Tua porta
Seria de jóias com brilho de estrelas!
Como uma criança que brinca
Ao lado da vastidão do oceano
E que reúne suas conchas e seixos
Sua pequena loja
No encontro das ondas com a praia
E traz esse brinde de bugigangas
Para o colo de sua mãe,
Assim eu trouxe a Ti
Tudo o que eu tinha!
Ó Deus aceita-o
Em tua Graça
Perdoa Tua filha
E toma-a nos teus braços!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Estás deprimido?

Não estás deprimido, estás distraído ……Distraído em relação à vida que te preenche,
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído. Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado.
Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas… alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Não existe a morte… Apenas a mudança.
Faz apenas o que amas e serás feliz.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu.
Lembra-te : “Amarás ao próximo como a ti mesmo”.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)… Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido… portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.
Não estás deprimido, estás desocupado.Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas. O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.
Se Deus possuísse uma geladeira, teria a tua foto pregada nela.
Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém Ele prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e luz para o caminho.
Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Poeminha
Põe-se a suspirar o girasol

É que as flores sempre lembram
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Leãozinho

No começo... era tu e eu
Mais um ano de afeição e doçura
Hoje eu cruzo mares e montanhas a tua procura
Que ainda queres ou precisas tu de mim?
Colhidos no coração do meu coração
Insonia?
domingo, 10 de agosto de 2008
O dia dos pais

sexta-feira, 8 de agosto de 2008
O detalhe que fez toda a diferença...
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Bate outra vez...

terça-feira, 5 de agosto de 2008
Onde é que ha gente no mundo?
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Arre, estou farto de semideuses!
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Ultima exposição
domingo, 3 de agosto de 2008
Aquarela
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Coração Valente
(clique nas imagens para ver os pormenores)









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