O bicho-da-seda é a larva de uma mariposa. Quando nasce mede cerca de 2,5 mm de comprimento. Durante 42 dias alimenta-se sem parar, de folhas de amoreira e sofre quatro metamorfoses.
Quando atinge o tamanho de 5cm, começa então a tecer um casulo branco e brilhante, composto por um único fio. Com um movimento geométrico infinito, em torno de seu próprio corpo, após três dias de trabalho, estará envolta em um casulo confeccionado por um fio de aproximadamente 1200 metros. Se for deixada em paz... Em 12 dias se transformará numa borboleta.
Com esses fios, há quase três décadas, ando tecendo a minha história. Por um desejo simples, desprovido de maiores intenções, eis aqui um espaço onde me proponho a compartilhar minha trajetória e falar livremente sobre todo tipo de arte, incluindo a arte de viver.
Bem-vindos ao meu mundo, onde nem tudo é sempre colorido, transparente, leve, mas que guarda em si, todas essas possibilidades...
Quando atinge o tamanho de 5cm, começa então a tecer um casulo branco e brilhante, composto por um único fio. Com um movimento geométrico infinito, em torno de seu próprio corpo, após três dias de trabalho, estará envolta em um casulo confeccionado por um fio de aproximadamente 1200 metros. Se for deixada em paz... Em 12 dias se transformará numa borboleta.
Com esses fios, há quase três décadas, ando tecendo a minha história. Por um desejo simples, desprovido de maiores intenções, eis aqui um espaço onde me proponho a compartilhar minha trajetória e falar livremente sobre todo tipo de arte, incluindo a arte de viver.
Bem-vindos ao meu mundo, onde nem tudo é sempre colorido, transparente, leve, mas que guarda em si, todas essas possibilidades...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Diga pra mim...
Se você recebesse essa caixinha, teria muita curiosidade pra saber o que tem dentro?
Eu conto,
aí dentro tem a minha vida.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Vale a pena ver de novo
Estreou hoje no "Vale a Pena Ver de Novo" a novela "O Clone" de Gloria Perez que foi ao ar em 01/10/2001 no horario nobre da Tv Globo. Este foi o trabalho mais importante que realizei para a emissora. Trabalhei juntamente com os cenógrafos e figurinistas por mais de um ano, criando as sedas esvoaçantes das janelas e dos véus. No video, cenário de "Latifa", (Letícia Sabatella) onde a deslumbrante "Jade" ( Giovana Antonelli) dança para as amigas e é flagrada por "Lucas" (Murilo Benício) no primeiro capítulo. O momento em que Lucas vê Jade por trás da seda, recebi como um presente do diretor Jayme Mondjardim.
Estou feliz com a oportunidade de ver de novo.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Cativar
Para Mariana Pellegrini
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
"O Pequeno Príncipe"
domingo, 28 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Plantão da Madrugada
O jornalista e o assistenteHoje a Universidade Federal Fluminense fará a colação de grau das turmas de jornalismo 2009.
Cada formando (suponho) tem uma historia e uma mãe. Eu sou a mãe que tem um filho formando.
Mas essa historia aconteceu de traz pra frente. Ele começou o curso em Recife mas na metade precisou de uma vaga em Niterói e não havia. Enquanto esperava foi estagiar num jornal, sua grande escola e seu primeiro emprego, apesar de que seu salário mal dava pra manter a alma e o corpo unidos. Depois foi recebendo novas oportunidades em outros jornais e se tornou o "estagiário" mais caro do país... Em seis anos escreveu um currículo prá lá de respeitável. Uma vasta e rica trajetória como repórter e como assessor de imprensa. No meio do caminho conseguiu a vaga para continuar o curso. No fim, as leis mudaram e o diploma passou a não ser obrigatório mas mesmo assim ele conseguiu defender sua tese brilhantemente e concluiu. Hoje as 18:00 hs estará dentro da beca.
Eu não estarei lá porque combinamos que diante do caminho ja percorrido isto não passa de mera formalidade, o que não justifica imensos sacrifícios. Racionalmente eu concordo. Mas que faço eu comigo se sou feita de emoção? E ele, será que na hora não sentirá minha falta?
Por via das dúvidas, deixo-lhe aqui um recado:
Possa a estrada sempre se abrir larga à sua frente. Possa o vento soprar forte às suas costas. Possa o sol bater quente em seu rosto e até que eu possa lhe abraçar novamente, possa Deus guarda-lo carinhosamente na palma de Sua mão.
Dentre todas as pessoas que aplaudem você, eu sempre serei aquela em pé na primeira fila.
Amor absoluto
Mamãe
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Hoje
sábado, 10 de julho de 2010
Aconteceu comigo...
Há tempo sentimos a necessidade premente de dispor de uma caminhonete para o transporte de nossas obras à novos mercados mas como a maré não está para peixe grande... a gente espera, trabalha com o que tem e reza . Mas Deus do céu! Quanto cansa esperar com esperança. Quanto é difícil manter o entusiasmo, trabalhar com as frustrações e enfrentar todas as dificuldades. O sofrimento me levou a um tempo de aprender palavras difíceis como renúncia, resignação e confiança. Primeiro descobri a diferença entre esperança e expectativa. Percebi que esperança nos enche os pulmões de ar puro e que expectativa nos sufoca. Compreendi que confiar em Deus significa saber que está tudo certo principalmente quando eu penso que não está. No domingo passado, tive por telefone, uma profunda conversa com meu filho sobre essas descobertas e sobre a nova postura que decidi adotar diante dos impasses da minha vida. Nos despedimos com palavras de estímulo e lembro de ele ter dito que a proxima semana seria muito feliz. Acatei apenas como um desejo sincero de um filho, sem nenhuma expectativa. Na quarta feira seguinte, no fim da tarde, recebi uma ligação dos três filhos distantes, em conferencia e ao mesmo tempo uma carta escrita por eles. Pediram que eu a lesse ao telefone. No primeiro paragrafo questionavam sobre o que poderia caber na carroceria de uma caminhonete e não chegaram a uma conclusão. Neste momento julguei que fossem me induzir a desistir do nosso sonho, mas seguem dizendo: "...O que nos importa mais, é saber se a caçamba desse utilitário consegue levar a admiração que temos por vocês como casal e como parceiros profissionais. Tem sido difícil para nós três, ver o potencial de vocês ofuscado pela falta de um recurso. O que estamos querendo dizer é que acreditamos não apenas com palavras, que estamos felizes por Deus nos ter capacitado para hoje poder prover essa alegria às suas vidas. Esse utilitário é a nossa demonstração recíproca do bem que vocês nos fazem ao vermos ambos felizes por estarem um na vida do outro..."
Emocionada mas sem entender nada, ouvi um deles dizer: Mamãe, agora abra a porta da sua casa...
Me faltou o ar, as pernas, o coração. La estava, embrulhada para presente à porta da nossa casa, uma linda caminhonete, licenciada, emplacada, assegurada e abastecida.
Estou certa de que meu punho não pode explicar a magia que eternizou aquele momento e o significado de tudo isso, tambem não há como descrever. Tampouco agradecimento que seja suficiente. Sendo assim, antes que as palavras diminuam os sentimentos, eu vou ficando por aqui.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Roupa nova nas paredes
Ninguem é obrigado a viver num lugar assim, nem eu! Foi o que pensei quando aluguei esta casinha e veja o jeito que encontrei de transformar esses ambientes sem quebradeira e sem gastar quase nada
>
Mas quem conta esta estoria direitinho é a Ana Medeiros e se quiser aprender a fazer, clica aqui
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Carta a um menino brasileiro

por Marcelo Barreto
"...Você também é muito novo para entender uma coisa importante, que nem muitos adultos entenderam ainda: nao dá para ganhar todas. O mundo é muito grande, tem muita gente boa de bola fora do Brasil. Ser brasileiro já nos dá o privilégio de ter visto nossa seleção ser campeã mais vezes do que qualquer outra. Imagina o que é ser criança na Holanda…"
Na íntegra, aqui
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)





































