O bicho-da-seda é a larva de uma mariposa. Quando nasce mede cerca de 2,5 mm de comprimento. Durante 42 dias alimenta-se sem parar, de folhas de amoreira e sofre quatro metamorfoses.
Quando atinge o tamanho de 5cm, começa então a tecer um casulo branco e brilhante, composto por um único fio. Com um movimento geométrico infinito, em torno de seu próprio corpo, após três dias de trabalho, estará envolta em um casulo confeccionado por um fio de aproximadamente 1200 metros. Se for deixada em paz... Em 12 dias se transformará numa borboleta.
Com esses fios, há quase três décadas, ando tecendo a minha história. Por um desejo simples, desprovido de maiores intenções, eis aqui um espaço onde me proponho a compartilhar minha trajetória e falar livremente sobre todo tipo de arte, incluindo a arte de viver.
Bem-vindos ao meu mundo, onde nem tudo é sempre colorido, transparente, leve, mas que guarda em si, todas essas possibilidades...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quando o assunto é reciclagem

Quando o assunto é reciclagem, a imagem que me vem a cabeça é a de um lixão. Uma montanha de coisas de gosto duvidoso e de utilidade irrelevante, produzidas a partir do dito lixo reciclável, que na maioria das vezes, depois de um breve tempo, volta para o mesmo lugar...
Tomando apenas as garrafas de refrigerante como exemplo do que se estende a uma infinidade de outros materiais, deixo aqui meu desabafo:
Que me perdoem os bem intencionados, mas plástico é plástico! Não adianta mudar a utilidade, a cor, a forma. Não adianta pintar, bordar, crochetar, inventar. Enquanto a aparência for plástico, continuará sendo brega, frágil, feio e pobre.
O puf aí em cima é o melhor exemplo de um produto inteligente, barato, durável, resistente, útil, versátil e especialmente de bom gosto. As garrafas foram usadas na estrutura e a idéia é genial justamente porque elas não aparecem. É genial porque quem criou tinha realmente um senso do que é reciclar. É muito mais que reaproveitar, mudar a utilidade. É transformar em algo que faça uma diferença enquanto resolve o problema do lixo em si e gera trabalho, dignidade e perspectiva para quem não tem. Não basta agregar valor ecológico ao produto, tampouco valor socio-econômico se ele não tem lugar, se ele não atende as necessidades de um mercado realmente consumidor e cada vez mais exigente. Entre dois produtos que me satisfazem, vou sempre optar pelo que tem valor agregado, porém se o produto não me satisfaz, para estar em paz com minha consciência, prefiro evitar tantos descartáveis e dar esmolas, a contribuir com essa farsa.

Tomar o lixo para produzir outra espécie de lixo, não é reciclar. É brincar com dois assuntos muito sérios: A dignidade humana e o Planeta Terra.




8 comentários:

Lu Fuoco disse...

Ita, concordo. Disse absolutamente TUDO.

Beijo

vida cotidiana disse...

Concordo com você totalmente,
Lindo e dá uma função ao descartável. Eu faço bonecas e objetos de papel maché e em algumas a estrutura é de garrafa pet, mas ninguém diz que eu usei.
bjs

Monica Loureiro disse...

Entendo sim....
Com certeza, eu já pensei nisso algumas vezes....
O legal é evitar mesmo....Mas por exemplo, aqui em Vila Velha criaram uma ONG de reciclagem em que as pessoas trocam o lixo por "MOEDA VERDE"....Assim estimula a reciclagem e ajuda a comunidade...Minha empresa vai ser parceira nisso, até mesmo para estimular a economia e a reciclagem.

Nossa, que peça linda , hein ?
Onde a gente encontra peças assim ?

Rosane Queiroz disse...

Oi Ita


só pra te dizer que a anita amou o banquinho!

e que tô com uns convites para o show do Wando --você não é fã? (rs)

Beijos!

Ita Andrade disse...

Rosane,
Me poupe, me economize! Espera eu ficar loira e completamente surda tá?

Calabresa disse...

Falou e disse!
Só não esquce do show do Wando. huahuahua!!!!
Bjsss

Fabio Fernandes disse...

Reciclar, seria inserir novamente no ciclo. Ou seja, pegar a mesma garrafa e colocá-la de volta ao mercado.. eu, por exemplo não beberia de uma garrafa que foi re-utilizada. Acho que o sentido literal da palavra não dá a entender que além de reciclar devemos repensar nossos costumes, reavaliar nossos valores pra, aí sim reciclar a absurda quantidade de material reutilizável que temos no mundo. Acho que a reciclagem deve começar em nossas cabeças pra depois ir às garrafas pet que virarão banquinhos... Fico indignado com quem joga lixo na rua. Fico puto da vida quando vejo que ninguém tá nem aí pro meio ambiente em que vivemos.. Acho que a reciclagem deve ser mental de âmbito mundial, a consciência deve ser reciclada antes de mais nada..

À propósito, "feliz é aquele que beija a sua boca" não é apenas uma cantada, é praticamente um galanteio certeiro.. não foi? :-D

Obrigado pela visita, apareça mais vezes.. E espero que não se importe, mas vou colocar seu blog nos meus favoritos..
Bjos.

Ita Andrade disse...

Fabio,
quanto tempo isso vai levar? Quem conseguir sobreviver, dirá!
Espero sinceramente que meus filhos não tenham filhos...
Ta linkado aqui tambem, valeu!