
Quando meu filho voltou de Recife, onde foi para estudar jornalismo, trouxe na bagagem um schnauzer. Eu, até aquela noite no aeroporto, jamais tinha acariciado um cão. Não havia em mim a menor disposição para conviver com qualquer animal. Sempre gostei foi de gente mesmo. Mas filho é filho né? Então acatei o peludo de três meses, porem com muitas restrições...não pode isso, não pode aquilo e se pudesse daria um banho por dia. Mas para encurtar esta historia quero dizer que ao fim de uma semana a criaturinha estava dormindo na minha cama e com direito a almofada de seda. E mais, se eu gastasse no cabeleireiro o que gastava em pet shop eu com certeza seria uma mulher linda. Estudei adestramento, li o que encontrei sobre cães, me cadastrei em sites de comportamento animal e em pouco tempo me tornei membro do clube dos loucos por cães. Klein é um doce de cachorro, usa anti-formigas em vez de anti-pulgas e suas historias já davam um livro.
E você, diante deste relato, pode estar pensando que errei a ilustração deste post. Ta tudo certo, porque agora é a vez da Gatita estrelar.
Ela também chegou por amor. Nunca acariciei um gato, jamais pensei em conviver com um, mas esta gatinha meiga, educada e tranquila, chegou num pacote...e por isso também foi aceita. E a história se repete...poucos dias para ela conquistar um lugar no meu coração, na minha vida e pra dizer a verdade, um pedacinho da minha cama também.
E eu que sempre preferi gente a animais, acabei por descobrir que os bichos conseguem ser belos sem vaidade, fortes sem arrogância, valentes sem ferocidade, felizes e agradecidos com pequenas coisas, fiéis, companheiros, solidários e alem de tudo, divertidos. Enfim, possuem todas as virtudes do homem e nenhum dos seus defeitos. Descobri que por amor posso fazer concessões, rever conceitos e preconceitos. Descobri um mundo de possibilidades, escondidas num ser que como eu, só quer amor, carinho e proteção.